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Petrobrás deve comprar Esso na Argentina

Empresa venderá ativos por causa da intervenção estatal nos preços

Marina Guimarães e Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 00h00

A Petrobrás é vista pelo mercado como a principal interessada em comprar os ativos da americana Esso na Argentina. Apesar de a estatal se negar a comentar o assunto, são fortes os rumores de que estaria negociando com a companhia americana. A transação pode ser anunciada até a próxima segunda-feira, quando expira o prazo estipulado pela Esso para avançar em seu plano de deixar a Argentina até o fim do ano. A companhia americana estipulou o valor de seus ativos em US$ 200 milhões.''''A Petrobrás tem 80% de chances de ficar com a Esso'''', afirmou o analista Alejandro Ovando, diretor da consultoria argentina Investigações Econômicas Setoriais. Executivos da companhia brasileira estão analisando os números da Esso desde a semana passada com o objetivo de apresentar a oferta na próxima semana.Para Marco Aurélio Tavares, hoje consultor na Gas Energy e ex-diretor da Repsol, a estatal teria vantagens sobre a Esso na operação de uma refinaria na Argentina, porque hoje possui produção excedente no País. ''''No caso da Esso, que não tem produção de petróleo própria na Argentina, há a necessidade de importar o petróleo a ser processado. Com o preço do barril nas alturas e os custos controlados internamente pelo governo, as margens ficavam apertadas demais'''', disse.A Petrobrás possui hoje uma produção de 107 mil barris de óleo equivalente por dia na Argentina, dos quais processa apenas 30 mil em suas unidades de refino. A refinaria da Esso tem capacidade para algo em torno de 100 mil barris por dia.''''Mesmo que tenha de importar, pode importar de sua produção brasileira'''', disse outro analista de instituição financeira, lembrando que seria uma maneira de a estatal agregar maior valor ao seu óleo, hoje exportado por um preço menor do que o mercado internacional por sua qualidade inferior.Com relação à aquisição de postos de serviço da Esso, os analistas estimam que haveria um bom ganho em termos de fatia de mercado. Segundo levantamento da Investigações Econômicas Setoriais, no primeiro semestre de 2007, a Petrobrás obteve 14% do mercado de vendas de óleo diesel, seguida pela Shell, com 13%, e Esso, com 12,6%. Se a Petrobrás adquirir a Esso, passaria a ter 27% desse mercado, metade da fatia pertencente à líder Repsol YPF.

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