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Petrobras deve investir US$ 174,4 bi até 2013, diz Gabrielli

'Em 2020 o Brasil produzirá mais da metade do que produz a Arábia Saudita e a Rússia', diz presidente da estatal

Leonardo Goy e Celia Froufe, da Agência Estado,

24 de março de 2009 | 14h18

O presidente da Petrobras reiterou nesta terça-feira, 24, que a projeção dos investimentos da companhia para o período de 2009 a 2013 é de US$ 174,4 bilhões, aproximadamente US$ 30 bilhões por ano. "É um investimento substantivo. Talvez seja o maior pacote de investimento das empresas do setor, no mundo", afirmou. Ele lembrou que de 2008 a 2012 o plano de negócios da Petrobras previa investimento de US$ 112,4 bilhões. "Comparando os dois períodos, temos um aumento de mais de US$ 50 bilhões, em plena crise", disse. Gabrielli participa de audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e da Comissão de Infraestrutura do Senado.

 

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Gabrielli reforçou que de 2003 a 2008 os investimentos da Petrobras foram financiados, em grande parte, pelo fluxo operacional da companhia, ou seja, com recursos próprios. Para o período que vai até 2013, ele prevê que a Petrobras terá aumento de dívida líquida, a fim de viabilizar as aplicações. Isso será possível, segundo Gabrielli, porque o custo da dívida deve ser menor do que o retorno obtido com os investimentos. "É viável, rentável e economicamente justificável", disse.

 

Gabrielli também mencionou aos senadores as projeções para a produção total da Petrobras em 2009 (2,757 milhões de barris por dia), para 2013 (3,655 milhões de barris/dia) e para 2020 (5,729 milhões de barris/dia). "Em 2020 o Brasil produzirá mais da metade do que produz a Arábia Saudita e a Rússia", comparou. Ele explicou que essas estimativas não dependem de novas descobertas de reservas pela Petrobras e que no caso do pré-sal só estão sendo levadas em consideração as áreas já concedidas pelo governo.

 

Pré-sal

 

A produção de petróleo na camada do pré-sal deverá chegar, em 2020, a 1,815 milhão de barris por dia, informou Gabrielli. Isso inclui cerca de 1,18 milhão de barris por dia apenas da Petrobras e 632 mil barris dos parceiros da empresa. Ele disse ainda que a produção total da Petrobras, incluindo os campos no exterior, será de 5,7 milhões de barris por dia em 2020.

 

Gabrielli reforçou que os investimentos totais da Petrobras no pré-sal, de 2009 a 2020, somarão US$ 111,4 bilhões. Em 2013, a Petrobras estima que a produção no pré-sal será de 219 mil barris por dia, dos quais 157 mil barris/dia da própria empresa e 62 mil barris/dia de parceiros. O presidente da Petrobras também informou que o chamado teste de longa duração do campo de Tupi será iniciado no dia 1º de maio.

 

 

Financiamento

 

Gabrielli negou que os bancos públicos serão os fornecedores de financiamento para os investimentos da empresa nos próximos anos. De acordo com o Plano de Negócios da Petrobras, o aporte previsto de 2009 a 2013 é de US$ 174,4 bilhões. "Nossa maior fonte de financiamento é o mercado internacional", disse, durante audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e Comissão de Infraestrutura do Senado.

 

Gabrielli fez essas afirmações após provocação do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) a respeito de busca de funding pela Petrobras na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2008. O presidente da estatal explicou que a Petrobras necessitou dos recursos desses bancos públicos por causa de uma mudança na área contábil e também do preço do petróleo no mercado internacional.

 

De acordo com Gabrielli, para 2009, a estatal não necessita de financiamento para cumprir seu plano de investimentos. Segundo ele, se o barril do petróleo se mantiver na casa dos US$ 37, em 2009, a geração de caixa para a companhia será de US$ 10 bilhões. Além disso, ele lembrou que a Petrobras fez emissão externa em fevereiro e que já conta com recursos do BNDES e de empréstimo ponte de outros bancos.

 

Além disso, Gabrielli prevê que o preço da gasolina no mercado internacional continue a subir nos próximos quatro meses. "Vemos que os preços apontam para alta e não para queda", disse.

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