Petrobras deverá ser notificada sobre multa na Argentina

Já o presidente da estatal nega que a empresa tenha recebido multa

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h49

A Petrobras Energia deve receber na noite desta quarta-feira, 13, a notificação da multa aplicada pelo governo argentino devido aos problemas no abastecimento de diesel, disse uma fonte da secretaria de Comércio Interior à Agência Estado. A Shell também receberá quatro notificações devido ao mesmo problema.Pela manhã, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, havia negado que a empresa tivesse recebido a multa. "Não existe multa. Até esta manhã não recebemos nenhuma multa", disse o executivo, em Brasília.As multas podem chegar a um milhão de pesos argentinos (US$ 3,22 milhões) e serão aplicadas com base na lei de Abastecimento. A partir da notificação, as empresas terão cinco dias úteis para apresentar defesa. A lei de Abastecimento prevê, além de multas, prisão de executivos e até o fechamento das empresas.Segundo avaliação do governo, as empresas teriam violado a lei ao não garantir o fornecimento de óleo diesel em seus postos de serviços. A Secretaria de Comércio Interior alega ter flagrado a falta do combustível em um dos postos da Petrobras e em quatro da Shell.A aplicação da Lei de Abastecimento ocorre em um momento em que o país sofre com a falta de óleo diesel há várias semanas, o que está gerando uma série de denúncias por parte das entidades ruralistas, principalmente no interior.Apesar da advertência feita às petrolíferas, dificilmente o governo conseguirá reverter o quadro de escassez de diesel na Argentina. As companhias afirmam que a provisão de suas redes é maior que a do ano passado. A Petrobras enfatiza que em maio "entregou 20% a mais de diesel" do que em igual período de 2006. Além disso, garante que "no primeiro quadrimestre de 2007 incrementou suas entregas em 10,5%, mais do que o crescimento da demanda no período, que foi de 5%".A Shell também afirma que suas vendas cresceram 9,7% entre janeiro e maio desse ano comparado igual período de 2006. Além disso, ressalta que sua refinaria Dock Sud "opera com total capacidade e que destina toda a produção do combustível ao mercado interno". A Shell esclarece ainda que nos últimos seis anos não exportou diesel. No passado, a Shell também recebeu uma sanção de 23 milhões de pesos (US$ 7,4 milhões) pela mesma acusação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.