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Petrobras discute com o México parcerias no setor

O presidente eleito do México, Felipe Calderón, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, discutiram nesta sexta-feira possibilidades de parceria entre a empresa brasileira e a estatal Pemex. Fontes que acompanharam a conversa comentaram que o México vive um momento delicado na área energética: atualmente, a Pemex conta com total monopólio da exploração do setor petrolífero mexicano, e o México, ao lado da Coréia do Norte, é o país mais fechado do mundo no setor. A Pemex financia parte das despesas do setor público mexicano, o que limita sua capacidade de investimento no aumento da produção e em novas tecnologias, tanto que depende de importações de gasolina e de gás natural dos Estados Unidos, apesar de contar com expressivas reservas de petróleo no Golfo do México. Analistas mexicanos estimam que, mantido esse cenário, a produção de petróleo, no México, acabaria em oito anos. Com habilidade, Calderón pretende flexibilizar a norma constitucional que mantém completo monopólio do setor nas mãos da Pemex, apesar das resistências políticas dentro de sua base aliada e de seu mais forte opositor, Andrés López Obrador. Na conversa com Gabrieli, Calderón ouviu, segundo relato de participantes, uma exposição sobre a experiência institucional brasileira que manteve o monopólio nas mãos da Petrobras, mas permitiu investimentos privados na exploração e na distribuição. Gabrielli expôs também os principais contratos mantidos pela Petrobrás com empresas petrolíferas de outros países, que lhe deram a oportunidade de investir em exploração de petróleo em águas profundas de outros países. Até o momento, a Petrobras conta com apenas dois contratos de prestação de serviços no México, mas há grande interesse em parcerias mais ambiciosas com a Pemex para exploração em águas profundas no Golfo do México - onde a estatal brasileira já está atuando ao lado dos Estados Unidos. BicombustíveisO ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, apresentou nesta sexta a Calderón seis modelos de automóveis brasileiros com tecnologia bicombustível, como meio de incentivá-lo a desenvolver um mercado de combustíveis alternativos renováveis. Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Furlan destacou, em sua conversa com Calderón, a possibilidade de cooperação e transferência de tecnologia brasileira para a produção de etanol e biodiesel no México. Esse tema foi tratado também durante a conversa que Calderón teve com o presidente da Petrobras.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2006 | 13h39

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