Petrobras discute parceria com Pemex, do México

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, está no México para discutir uma possível atuação da empresa no país ou eventual parceria com a petrolífera estatal mexicana Pemex para a exploração de petróleo na região. Segundo o diretor da área Internacional da estatal, Jorge Zelada, a Petrobras ainda está aguardando a definição do modelo que poderá permitir a entrada de empresas estrangeiras na exploração do petróleo no México. "Hoje só nos seria permitido atuar como prestadora de serviços. Estamos no aguardo de novidades", disse.O governo mexicano sinalizou este mês com a possibilidade de vir a abrir este mercado aos investidores externos. A Petrobras possui hoje dois convênios assinados com a estatal mexicana, assinados em agosto do no passado, que prevêem a realização de estudos conjuntos visando o desenvolvimento de processos de produção de óleos pesados em águas profundas e a produção de petróleo em reservatórios de carbonatos fraturados (tipo de estrutura onde se encontra o petróleo, no qual a Pemex tem tecnologia desenvolvida).Hoje a Petrobras também lidera, no México, o consórcio PTD, que presta diversos serviços na Bacia de Burgos, no Norte daquele país. O consórcio é formado pela Petrobras (45%), pela empresa japonesa Teikoku Oil (40%) e pela mexicana Diavaz (15%). A PTD mantém dois contratos com a Pemex Exploração e Produção para a prestação de serviços nos campos produtores de gás de Cuervito e Fronterizo. Os contratos têm duração prevista de 15 anos e valores de aproximadamente US$ 260 milhões cada.Golfo do MéxicoEm fevereiro deste ano, a Petrobras também convidou a estatal mexicana para ser sua parceira minoritária em um projeto de exploração de águas profundas no lado americano do Golfo do México. A proposta previa a participação de 10% a 15% em uma empresa conjunta para perfurar em blocos na região de Perdido, próxima da fronteira com o México.A Pemex estima que existam 30 bilhões de barris de óleo nas águas profundas do Golfo do México. A exploração nestas águas tem sido lenta por falta de experiência, orçamento de investimento limitado e escassez de plataformas da Pemex. Assim, a Petrobras poderia entrar no negócio com o se conhecimento e experiência em tais atividades, segundo comentários feitos na época da assinatura de memorandos de intenções de atuação em conjunto entre as duas empresas.

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