Petrobras dispara e 'segura' queda do Ibovespa

Bolsa de São Paulo fecha em queda de 0,69%; ações da estatal chegam a subir 10% após anúncio da ANP

Claudia Violante, da Agência Estado,

14 de abril de 2008 | 17h34

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a semana em queda, influenciada pelo comportamento negativo das bolsas internacionais. Mas o desempenho das ações da Petrobras impediu que o tombo fosse maior: os papéis dispararam depois que o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, disse que a área batizada de "Pão de Açúcar", na Bacia de Santos, pode abrigar uma reserva de até 33 bilhões de barris de óleo recuperáveis. O potencial, se confirmado, significará que o Brasil é dono do terceiro maior campo de produção de petróleo no globo. "Será a maior descoberta já feita no mundo", disse ele num evento da FGV.   Veja também: Descobertas em Santos dependem de estudo, diz Petrobras Área na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de Tupi Petrobras dispara com notícia sobre descoberta. É hora de comprar? Acompanhe online a cotação das ações da Petrobras A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil   A estatal não confirmou a avaliação, mas o impacto nas ações já não tinha como ser contido. As ações ON da Petrobras fecharam em alta de 7,68%, com giro de R$ 472,038 milhões, enquanto as PN subiram 5,63% e movimentaram R$ 2,218 bilhões. Registraram a primeira e a segunda maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira e, no melhor momento do dia, subiram, também nesta ordem, 10,08% e 7,57%.   O Ibovespa fechou em baixa de 0,69%, aos 62.153,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 61.466 pontos (-1,79%) e a máxima de 62.733 pontos (+0,24%). No mês, o ganho acumulado diminuiu a +1,94%. No ano, a Bolsa está negativa em 2,71%. O giro financeiro de hoje totalizou R$ 5,794 bilhões (preliminar).   Além das declarações de Lima, a Petrobras também sofreu a influência do novo recorde do petróleo. O contrato para maio negociado na Nymex subiu 1,47%, para o nível histórico de US$ 111,76. O mercado reagiu ao fechamento temporário de um oleoduto da Royal Dutch Shell nos EUA.   A Bovespa pendeu ao negativo, no entanto, por causa do desempenho das bolsas norte-americanas - Ásia e Europa também caíram. O Dow Jones fechou em baixa de 0,19%, aos 12.302,1 pontos. O S&P recuou 0,34% e o Nasdaq, -0,63%.   O balanço ruim da Philips, na Europa, e do Wachovia, nos EUA, ditaram o ritmo negativo desta segunda. A Philips anunciou queda de 75% no lucro líquido no primeiro trimestre, enquanto o Wachovia comunicou prejuízo de US$ 350 milhões no primeiro trimestre no primeiro trimestre. Mas não bastassem as perdas do quarto maior banco dos Estados Unidos, a instituição ainda anunciou o corte de 41% nos seus dividendos e captação de US$ 7 bilhões. As perdas até março decorreram de US$ 2 bilhões em baixas contábeis de ativos e US$ 2,1 bilhões em novas provisões contra créditos irrecuperáveis.   A queda nas bolsas dos EUA, no entanto, foi limitada pelo indicador de vendas do varejo, que surpreendeu ao subir 0,2% em março (previsão de -0,1%). Além disso, as vendas em fevereiro foram revisadas em alta, para contração de 0,4%, de queda de 0,6% informada antes. O dado dos estoques das empresas não chegou exatamente a fazer preço, já que refere-se ao mês de fevereiro.

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