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Petrobras disputa licitação por petroquímica no Peru

A Petrobras está disputando uma licitação para participar da construção e operação de uma unidade petroquímica no Peru, informou hoje o gerente executivo da estatal para o Cone Sul, Décio Odone. O resultado da concorrência será revelado na próxima quarta-feira.A unidade deverá receber investimentos de US$ 1 bilhão para produzir basicamente 1 milhão de toneladas de amônia e 650 mil de uréia, informou hoje o presidente da Petroperu, César Gutiérrez Peña, em entrevista após participar do Energy Integration Congress, no Rio.Segundo ele, ganhará a licitação quem oferecer o maior preço pelo pagamento do gás natural que será fornecido pelo campo de Camisea. O valor mínimo estabelecido pela licitação é de US$ 1,43 pelo milhão de BTU (unidade térmica britânica que mede o poder calorífico do gás natural). A Petroperu é sócia da Petrobras na concorrência.Segundo o presidente da estatal peruana, as duas empresas haviam assinado memorando de intenções para realizar uma série de investimentos em conjunto, entre eles a petroquímica, mas outros interessados surgiram no decorrer do ano e o governo local decidiu abrir a licitação.Disputam com a Petrobras a mexicana Protexa, a chilena Enaex, a indiana Oswal Chemicals & Fertilizers, em consórcio com a australiana Burrup, e as norte-americanas Terra Industries e CF Group.Segundo Gutiérrez, com a capacidade de 4 milhões de metros cúbicos disponíveis hoje no Peru, é possível também fazer uma segunda petroquímica, já que a proposta inicial prevê que a unidade consuma um milhão de metros cúbicos e o consumo local é de dois milhões de metros cúbicos por dia. "Há espaço para mais uma unidade", disse.O executivo peruano também informou que o governo local está buscando atrair investimentos estrangeiros para ampliar sua refinaria, de 60 mil para 90 mil barris por dia. A idéia é que a planta seja capaz de processar mais óleo pesado. Os investimentos nesta ampliação são de US$ 1,3 bilhão.

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