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Petrobras diz não ter ainda dados sobre adiamento de projetos

Na 3ª, gerente da estatal anunciou que, com a crise, companhia estava decidida a postergar investimentos

Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 14h13

A Petrobras informou nesta quarta-feira, 19, que o plano de negócios da companhia ainda está em elaboração e, por isso, a estatal não possui ainda informações suficientes para informar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos e, conseqüentemente, sobre os seus possíveis impactos na curva de produção estimada para os próximos anos. A empresa enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclarecimentos sobre notícias veiculadas na terça-feira na imprensa sobre a revisão do plano de negócios e a postergação da contratação de sondas. Veja também:Petrobras diz que deve postergar projetos por causa da criseDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  O caminho até o pré-salA exploração de petróleo no Brasil Na terça, o gerente geral de novos negócios da área de Exploração e Produção da Petrobras, José Jorge de Moraes Júnior, afirmou em entrevista que a estatal estava decidida a postergar projetos e priorizar apenas os que tenham retorno rápido e propiciem a retirada de óleo leve.  O cenário de crise econômica mundial, que acarreta uma maior dificuldade de obtenção de crédito, e o preço do barril de petróleo, abaixo de US$ 60, são as principais causas dessa revisão nos planos da empresa. "São ajustes que precisavam ser feitos e que vão aparecer no plano estratégico que a companhia vai divulgar em dezembro", disse Moraes Júnior na ocasião. "Conforme informado em 17 de outubro de 2008, a companhia adiou a divulgação do plano de negócios para o final do ano, em função da necessidade de concluir as análises dos projetos, frente às novas condições conjunturais. As metas e investimentos atuais da companhia são os estabelecidos no plano de negócios divulgado em agosto de 2007, contemplando o período de 2008 a 2012", segundo a Petrobras. Ainda conforme a estatal, a estratégia de antecipar a produção de petróleo leve e gás natural - comentada ontem por um executivo da empresa - já vem ocorrendo desde 2003, após realizadas várias novas descobertas de óleo leve e gás natural fora da Bacia de Campos. "Essa estratégia tem o objetivo de rentabilizar melhor a carteira de projetos devido à melhor qualidade e preço do óleo de leve, além de aumentar a oferta de gás natural para atender ao Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural", conforme a empresa. A Petrobras também disse que não há data definida para a licitação de 28 navios-sonda e plataformas de perfuração semi-submersíveis para operar em águas profundas e ultra-profundas, de um total de 40 unidades. Doze delas foram contratadas e devem entrar em operação até 2012. Embora as 28 restantes ainda não tenham data para licitação, "isso não atrasará a entrada em operação dessas unidades, que está programada para ocorrer somente entre 2013 e 2017", segundo a empresa.

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