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Petrobrás diz que 6 sondas operam no pré-sal em Tupi

Empresa ainda aguarda mais duas novas sondas neste ano e seis para 2010 na exploração dos poços

KELLY LIMA, Agencia Estado

18 de agosto de 2009 | 11h28

Atualmente há seis sondas de perfuração atuando na exploração no pré-sal no Polo de Tupi, na Bacia de Santos. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, três delas estão perfurando poços novos, nos blocos BM-S-11 (Iracema e Tupi Nordeste) e no BM-S-9 (Abaré). Outras duas fazem testes de formação em Iara e Guará, e uma está trocando um equipamento que apresentou defeito, chamado "árvore de natal molhada", que teve de ser substituído, interrompendo o Teste de Longa Duração de Tupi. "Estamos com atividades na área e ainda vamos aumentar", disse Barbassa nesta terça-feira, 18, em apresentação para acionistas, na sede da empresa no Rio.

 

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Segundo ele, duas novas sondas ainda devem chegar até o final do ano. Para 2010 são esperadas mais seis sondas com capacidade para perfurar a mais de 3 mil metros de profundidade. Entre as que chegam e as que encerram suas operações na área de Tupi, a previsão é de que dez sondas estejam operando na área no próximo ano. Barbassa também confirmou a contratação até o final do ano dos 8 FPSOs (navio utilizado na exploração de petróleo) que vão operar em Tupi e que deverão ser construídos no Brasil. A licitação ainda não foi lançada.

Preços

Barbassa defendeu também a política de preços adotada pela empresa como sendo uma estratégia "acertada". Segundo ele, ao optar por não repassar frequentemente as oscilações de preços do barril de petróleo para os principais produtos internos - gasolina e diesel -, a estatal garantiu maior estabilidade em seu fluxo de caixa. "Isso é muito importante para uma empresa que tem o ritmo de investimentos acelerado", afirmou Barbassa.

Além de manter o fôlego da empresa para novos investimentos, como disse o executivo, a estabilidade dos preços do diesel e da gasolina também foi lembrada por Barbassa como sendo importante para o País. "Comparativamente a outras companhias internacionais, a empresa (a Petrobras) não sai perdendo. E o consumidor também sai ganhando no longo prazo porque tem um preço estável. É uma política de preços acertada para a empresa e para o consumidor", disse.

No primeiro semestre de 2009, a Petrobras aumentou seus investimentos em mais de 50% em relação ao mesmo período no ano passado, chegando a R$ 32,5 bilhões. Desse total, a maior parte (45%) foi destinada ao segmento de Exploração e Produção.

Custos

Barbassa reconheceu que a empresa tem encontrado dificuldades para reduzir os preços de equipamentos e serviços na proporção que esperava ao lançar seu plano de investimentos em janeiro. "Os custos não apresentaram queda na mesma proporção que era estimado", comentou. Segundo ele, uma das razões que impediram esta queda foi a recuperação do preço do barril de petróleo no trimestre passado, que freou uma possível queda.

Por outro lado, o diretor destacou que tem havido queda de preço significativa em alguns segmentos, como o mercado de sondas de perfuração, que estava mais inflacionado no passado. "Uma sonda no ano passado estava custando US$ 600 mil por dia. Isso caiu drasticamente hoje", disse. Ele lembrou também que o atual cenário é "completamente diferente do ano passado" no que diz respeito à oferta de equipamentos. "Estamos conseguindo hoje equipamentos que seis meses atrás não poderíamos imaginar que estariam disponíveis", disse Barbassa.

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