Petrobrás diz que greve de 24 horas não afeta produção

De acordo com a FUF, a maioria dos cerca de 40 mil funcionários concursados da Petrobrás aderiram ao movimento, que reivindica aumento real de 10% nos salários

Sergio Torres, da Agência Estado,

26 de setembro de 2012 | 18h48

RIO - A Federação Única dos Petroleiros (FUP)informou que chegou a 90% a adesão da categoria à greve de um dia deflagrada nesta terça-feira em todo o país. Sem estimar o porcentual de trabalhadores parados, a Petrobrás divulgou que a paralisação não gerou prejuízos nem à produção nem ao abastecimento do mercado.

"As atividades operacionais da empresa estão dentro da normalidade, com a garantia de todas as condições de segurança de seus trabalhadores e instalações", informou a companhia em nota.

De acordo com a FUF, a maioria dos cerca de 40 mil funcionários concursados da Petrobrás aderiram ao movimento, que reivindica aumento real (descontada a inflação) de 10% nos salários.

A companhia apresentou na semana passada contraproposta de 6,5%, mais gratificação paga em uma parcela somente. A categoria não concordou e decidiu fazer uma greve de advertência.

A entidade que representa os petroleiros divulgou que as refinarias do Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Estado do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul não promoveram troca de turnos, procedimento também adotado nos terminais, termoelétricas, usinas de biodiesel e campos de produção terrestre nos Estados.

Nas bases do Norte Fluminense, ainda segundo a FUP, 41 plataformas da Bacia de Campos aderiram à greve. Os petroleiros realizaram somente serviços rotineiros das unidades, informou a entidade.

Conforme a FUP informou, todas as unidades marítimas e terrestres no Ceará, Rio Grande de Norte, Bahia e Espírito Santo suspenderam totalmente as atividades a partir das 7h de ontem. O trabalho seria retomado à 0h desta quarta-feira.

O Conselho Deliberativo da FUP se reúne amanhã para decidir os novos rumos do movimento.

"Se a Petrobrás não apresentar uma nova proposta com avanços significativos, os petroleiros poderão ser a próxima categoria a cruzar os braços por tempo indeterminado", afirmou o coordenador-geral da FUP, João Antônio Moraes.

A Petrobrás limitou-se a informar que "aguarda o retorno das entidades sindicais à mesa de negociação e tem a expectativa de chegar a um acordo".

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