Petrobras diz que não muda política de preço dos combustíveis

A Petrobras reconhece que existe uma defasagem entre os preços dos combustíveis no Brasil e os preços cobrados no mercado norte-americano, que servem como referência na atual política de preços da estatal, mas nega mudança no critério dos reajustes.O presidente da empresa, José Eduardo Dutra, descartou a possibilidade de a companhia utilizar a produção nacional de petróleo para atenuar eventuais altas dos preços dos combustíveis. "A composição de preços não leva em consideração a produção doméstica", disse. "Temos de trabalhar com o preço internacional".O presidente da estatal evitou revelar qual é a defasagem atual dos preços e quando será repassada para as bombas de combustíveis. "Há muita especulação no mercado, com palpites que vão de 2% a 27% de defasagem entre os preços domésticos e os internacionais", disse. "Seguramente não chega a 27%".InstrumentoO diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, rebateu críticas de que a empresa teria se tornado um instrumento do governo para o controle de inflação. "Nossa ação não tem demonstrado isso", disse, rejeitando críticas de que a Petrobras estaria mais preocupada com o cumprimento das metas de inflação do que com a rentabilidade dos acionistas.Gabrielli explicou como a empresa deve agir frente à "gigantesca volatilidade" no mercado internacional, na formulação da política de reajustes: "Vamos observar o mercado doméstico. Tentar evidentemente ajustar quando for possível. Acreditamos que o governo vai adotar políticas para tentar minimizar e limitar os efeitos potenciais dessa variação de preços sobre a inflação."O áudio da entrevista com Gabrielli está no site www.aefinanceiro.com.br.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.