Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Petrobrás diz que pode adotar proteção para o preço do diesel no futuro

Presidente da estatal, Ivan Monteiro, afirmou que no momento não há decisão fechada sobre uso do mecanismo no diesel; instrumento de proteção utilizado na gasolina congela preço do combustível por até 15 dias

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 12h16

O presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, afirmou que a companhia pode vir a adotar no futuro um mecanismo de proteção (hedge) semelhante ao aprovado para a gasolina também para o diesel. Em coletiva de imprensa em São Paulo nesta segunda-feira, 10, Monteiro afirmou, no entanto, que neste momento a empresa não tomou nenhuma decisão.

Na semana passada, o Congresso aprovou a Medida Provisória 838/2018, que concede subsídio para a venda e a importação de diesel até o fim deste ano.

A Petrobrás anunciou na última quinta-feira, 6, a terceira alteração na sua política de reajuste do preço da gasolina desde que passou a acompanhar o mercado internacional, em outubro de 2016. O valor do litro na refinaria poderá ficar congelado por até 15 dias, em vez de sofrer alterações diárias, como acontecia desde julho do ano passado. Para evitar prejuízos, a empresa vai recorrer a instrumentos financeiros de proteção - a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil.

 

 

Segundo Monteiro, a mudança representa "uma evolução da política de preços" anteriormente implementada. O presidente da companhia considerou ainda que o uso do hedge foi pensado como uma forma de lidar com o impacto que a temporada de furacões no hemisfério norte pode ter nos preços do óleo tipo brent. "Pela política anterior, a companhia teria que repassar toda a volatilidade de um evento climático aos preços. Essa volatilidade é inadequada", disse.

Mais conteúdo sobre:
Petrobrás gasolina óleo diesel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.