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Petrobrás diz que, se necessário, pode reajustar combustíveis

Graça Foster, presidente da empresa, fez discurso nesta terça-feira, 17, sobre desafios e oportunidades da nova administração

Sabrina Valle, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 09h42

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, afirmou que é fundamental uma política de preços de combustíveis de longo prazo que garanta caixa à companhia. No entanto, afirmou que "em determinado momento, há que se fazer o ajuste dos combustíveis".

Graça disse que, como acontece todos os anos, o Plano de Negócios da companhia está em processo de revisão. Por conta disso, preferiu não falar sobre metas de produção. Mas informou que o aumento da produção depende de infraestrutura. Graça disse que até o fim do ano 40 sondas devem estar em operação. "Sem infraestrutura, não dá para fazer", disse em discurso sobre os desafios e oportunidades da nova administração da Petrobrás em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio.

Segundo Graças Foster,  a empresa precisa definir suas prioridades, e ser integrada não apenas no que produz, mas também com sua força de trabalho e com seus pares.

Em discurso sobre os desafios e oportunidades da nova administração da Petrobrás, em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio, Graça citou o aumento da demanda de derivados, que cresceu 32% entre 2000 e 2011 no Brasil, contra 15% no mundo.

Estaleiros

A presidente da Petrobrás afirmou que, em 45 dias no cargo, visitou todos os estaleiros envolvidos com encomendas da Petrobrás. Graça comentou sobre o entrave em relação aos estaleiros virtuais, assim apelidados por ainda não estarem prontos. Os estaleiros construirão sondas de perfuração para o pré-sal, sem as quais a empresa não conseguirá aumentar a produção.

A assinatura de contratos dos estaleiros com a Petrobrás está atrasada, pois os estaleiros não apresentaram proposta convincente à Sete Brasil e à estatal.

Graça afirmou que vai " participar ativamente deste processo". Disse ainda que, para assinar contrato, o estaleiro tem que estar de acordo com processos de auditoria que Petrobrás faz junto com a Sete Brasil. "A infraestrutura é fundamental", disse. "Tem que ser pé no chão".

Graça Foster, comentou a política de conteúdo local da companhia, que prevê, segundo ela, o máximo de produção local com competitividade. A executiva se refere à política industrial para se criar uma indústria de petróleo e fornecedores brasileira. A presidente disse que é preciso desenvolver uma política que garanta custos menores, prazos adequados e mantendo a qualidade necessária. Ela disse, em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio, que o assunto está sendo amplamente debatido na empresa neste momento com membros da diretoria.

Vazamentos

A presidente da Petrobrás afirmou querer meta de vazamento de petróleo zero. "Dizem que isso não existe. Não existe, mas eu quero". Graça disse que é informada de todos os vazamentos no momento seguinte ao fato.

Graça afirmou que a grande maioria de vazamentos acontece em terra, com volumes mínimos, mas tampouco estes são tolerados. "(Me dizem) 'Só vazou um balde' (de óleo). Mas vazou, não pode vazar", afirmou.

Semana passada a Petrobrás informou que durante inspeção submarina foi identificada no domingo dia 8 uma exsudação de gotículas de óleo no solo marinho do Campo de Roncador. Segundo a empresa, não foi localizada nenhuma mancha de óleo na superfície do mar.

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