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Petrobrás diz ter encerrado ciclo em que se valia de empréstimos de bancos públicos

Segundo nota divulgada no site "O Antagonista", Roberto Castello Branco, presidente da estatal, afirmou que não tomará mais recursos emprestados de bancos públicos

Fernanda Nunes e Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 14h34

RIO- A Petrobrás informou ter acabado o ciclo em que "se valia de empréstimos de bancos públicos", ao ser questionada pelo Estadão/Broadcast sobre a informação divulgada pelo site "O Antagonista" de que o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, enviou nota em que afirma que não pegará mais dinheiro com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil.

Nesta sexta-feira, 18, o BNDES lançou uma ferramenta que apontou as 50 empresas que tomaram o maior volume de recursos do banco de fomento. A Petrobrás ocupa a liderança da lista, com R$ 62 bilhões tomados entre 2004 e 2018. 

"Já determinei que a Petrobrás não opere com bancos públicos, pois os recursos da sociedade não podem ser empregados para subsidiar grandes empresas que têm fácil acesso aos mercados financeiros, e muito companhias estatais. Pagaremos as dívidas com BNDES e BB", traz a nota divulgada pelo Antagonista.

Ainda de acordo com a assessoria da Petrobrás, o entendimento é de "que grandes empresas que dispõem de fácil acesso aos mercados financeiros não precisam ser subsidiadas com recursos públicos que deveriam ser investidos em programas em prol da sociedade".

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