Petrobras: dois mil funcionários são acionistas

Cerca de dois mil funcionários da Petrobras compraram ações da empresa vendidas até a semana passada, com a possibilidade de usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), totalizando R$ 41 milhões. Todos fizeram a aplicação através de um fundo especial, criado pela Petros, fundo da estatal para seus associados. A adesão parece pequena, representando apenas 2,2% do universo total de 90 mil associados da Petros (incluindo ativos e aposentados). Mas o presidente da Petros, Carlos Flory, considera o resultado muito positivo.Flory acha mais correto fazer a comparação com o total de funcionários ativos da Petrobras, já que, ao se aposentar, o trabalhador tem direito a sacar o FGTS. Com um total em torno de 40 mil empregados, adesão fica em 5%. "Foi uma receptividade muito boa, se levarmos em conta que bolsa é um investimento de risco", avaliou o presidente da Petros.O levantamento feito sobre as compras de ações dos associados da Petros indica que o investimento médio foi de R$ 18 mil, revelando que os funcionários de nível mais alto da Petrobras foram os principais interessados no negócio. Os dados foram divulgados pelo diretor de distribuição do Banco Alfa, Antônio César Costa, que lançou o fundo especial para a Petros. Fundo ficou classificado em quinto lugarA adesão total no fundo foi de 2.063 pessoas, o que o classificou em quinto lugar entre os 66 fundos autorizados a negociar as ações da Petrobras. Do total de 2.063, apenas 160 eram aposentados, que como não têm mais FGTS, pagaram em dinheiro.Antônio César Costa acredita que a taxa de administração de 0,38%, a menor dentre as cobradas pelo mercado, ajudou a atrair funcionários da estatal. Segundo o diretor do Banco Alfa, a venda das ações da Petrobras no geral ficou abaixo do que o mercado esperava. Mas, diz ele, no caso do fundo da Petros, a adesão ficou dentro do previsto.

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