Petrobras e bancos garantem 4a alta da Bovespa em sessão volátil

Ganhos das ações da blue chip Petrobras e do setor bancário deram fôlego na reta final dos negócios da bolsa paulista, que marcou a quarta alta seguida no final de uma sessão volátil.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

09 de setembro de 2009 | 18h20

O Ibovespa avançou 0,1 por cento, para 57.909 pontos, nova máxima desde julho de 2008. O giro financeiro da sessão somou 4,8 bilhões de reais.

Durante todo o dia, pressões contrárias fizeram o índice oscilar em torno da estabilidade. De um lado, a de realização de lucro, especialmente sobre as ações que lideraram os ganhos nas últimas três sessões, período em que o Ibovespa subiu 4,5 por cento.

E foram elas as principais perdedoras do dia. MMX escorregou 2,56 por cento, para 9,53 reais. Outro exemplo foi Rossi Residencial, vice-líder de perdas, recuando 2,5 por cento, para 12,12 reais.

Com menor intensidade, a pressão vendedora também abateu as fabricantes de aço, como CSN, que tombou 1,5 por cento, para 50,30 reais.

No meio da tarde, entretanto, o efeito dessa pressão localizada foi sendo absorvida, à medida que os principais índices de Wall Street se firmaram no azul, após a divulgação do Livro Bege, sumário macroeconômico dos Estados Unidos.

"O relatório não trouxe novidades importantes e o investidor retomou a tendência dos últimos dias", disse Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,53 por cento, fortalecido por ações de empresas industriais.

No mercado doméstico, a ação da Petrobras manteve a tendência da manhã e terminou o dia valorizada em 0,36 por cento, a 33 reais, noutro dia de alta do petróleo.

O Ibovespa ganhou fôlego adicional das empresas prestadoras de serviços públicos, como elétricas e teles, além do setor bancário. Em destaque, Oi subiu 4,95 por cento, para 30,95, seguida por Cemig, com avanço de 2,5 por cento, cotada a 27,77 reais.

O setor bancário, que tem forte peso no índice, reforçou a tendência de ascensão do Ibovespa, sob liderança de Banco do Brasil, que subiu 1,7 por cento, para 27,44 reais.

Fora do Ibovespa, o destaque foi a operadora de TV por assinatura GVT, com um salto de 18,6 por cento, a 43 reais, depois do anúncio da terça-feira à noite de que a francesa Vivendi fechou acordo para comprar a companhia brasileira por 5,4 bilhões de reais.

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