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Petrobras e Braskem selam maior acordo petroquímico do País

Participação da Petrobras e da Petroquisa, em conjunto, no capital votante da Braskem passará de 8,1% a 30%

Aline Cury Zampieri, da Agência Estado,

30 de novembro de 2007 | 10h44

A Petrobras, a Braskem, a Odebrecht, a Petroquisa e a Norquisa fecharam nesta sexta-feira, 30, acordo de integração de ativos da petroquímica. Pelo contrato, a participação da Petrobras e da Petroquisa, em conjunto, no capital votante da Braskem passará de 8,1% a 30%. No capital total, sobe de 6,8% para 25%. De acordo com nota divulgada pela Petrobras, o acordo consolida o maior grupo petroquímico do País. Além disso,  a nova empresa será a terceira maior petroquímica das Américas em capacidade de produção, com 3,250 milhões de toneladas anuais. A primeira colocada é a Dow, com 5,039 milhões de toneladas e a segunda é a Exxon, com 4,767 milhões de toneladas. De acordo com a Braskem, caso a Triunfo seja mesmo adicionada ao portfólio, a capacidade crescerá em 160 mil toneladas anuais de polietileno. Veja também: Unipar e Petrobras formam nova sociedade petroquímica A integração será realizada através da incorporação das ações que a Braskem ainda não possuía na Copesul, Ipiranga Petroquímica, Ipiranga Química e Petroquímica Paulínia, além da Triunfo. As ações de emissão de cada um dos ativos petroquímicos detidos pela Petroquisa e pela Petrobras serão substituídas por ações ordinárias (ON) e preferenciais classe A (PNA) da Braskem, que passará a ser detentora de 100% do capital votante e total dessas empresas. Com a integração, a Braskem se consolida como líder em participação de mercado no Brasil em diversos produtos. Fica com 60% do mercado de polietileno, 51% de polipropileno, 56% de PVC e 56% de resinas. Mas há uma ressalva: a Petrobras e a Petroquisa terão a opção de aportar na Braskem até 100% do capital votante e total da Triunfo. Caso o aporte não ocorra, Petrobras e Petroquisa poderão aportar caixa equivalente ao valor econômico desse ativo. Estratégia A operação, segundo a Petrobras, "faz parte da estratégia para a reorganização do setor petroquímico em empresas com capacidade competitiva para enfrentar a concorrência com multinacionais que atuam no mercado de produtos petroquímicos, iniciada com as aquisições da Ipiranga e da Suzano Petroquímica". A implementação da operação de integração se dará em assembléias gerais da Braskem, IQ, IPQ, Copesul, PPSA e Triunfo, convocadas especificamente para este fim, em até seis meses contados da presente data. O negócio, informa ainda a Petrobras, está "em sintonia com o que estabelece seu Plano Estratégico". "O aporte permitirá à Braskem ampliar investimentos e escala de produção, além de dar à empresa melhores condições de desenvolvimento tecnológico e porte global, acelerando seu processo de internacionalização e reforçando sua posição de liderança na petroquímica da América Latina. Proporcionará ainda o fortalecimento da capacidade de geração de caixa e ganhos sinérgicos, melhorando a eficiência operacional da Braskem." Com a operação, o capital social da Braskem será aumentado, com a emissão de 103.435.139 novas ações. Não haverá direito de preferência para os acionistas da Braskem na emissão das novas ações. A integração dos ativos deverá ser concluída em até seis meses, contados da data em que a totalidade dos ativos Ipiranga passarem a ser de titularidade da Petrobras, diz o comunicado.

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