Petrobras e British Gas podem explorar gás de Santos juntas

A Petrobras e o grupo britânico British Gas (BG) estão mantendo negociações razoavelmente avançadas para estabelecer uma parceria para a exploração e distribuição do gás da reserva da Bacia de Santos, descobertas pela estatal brasileira. Segundo fontes próximas às negociações consultadas pela Agência Estado caso seja confirmada a parceria, os investimentos no projeto somariam cerca de US$ 5 bilhões. O objetivo será o de exportar o gás para exterior, principalmente para a costa leste dos Estados Unidos, e também abastecer o mercado doméstico brasileiro. A previsão é de que o gás seja comercializado a partir de 2009. Estudos apontam que as reservas de Santos têm um potencial de setenta anos de produção.Segundo uma fonte, as negociações entre as duas empresas já está na sua segunda fase. A primeira, já encerrada, foi a de constatar a viabilidade comercial e o potencial das reservas de gás. A segunda, em andamento, concentra-se no planejamento técnico, operacional e logístico da joint venture. A fase final, prevista para ser concluída no próximo ano, seria um acordo acionário para a atuação conjunta das duas empresas. Não está descartado que outros grupos venham também a participar da parceria.A Petrobras já havia anunciado que pretendia negociar com parceiros privados a exploração das reservas de gás de Santos, pois os investimentos necessários para a produção comercial serão muito elevados. A British Gas, além de contar com um grande ´know how´ na área técnica, possui já uma estrutura de venda e distribuição do produto em mercados considerados chaves, como nos Estados Unidos. Uma fonte da Petrobras disse que a empresa está mantendo negociações para a exploração do gás, mas que "elas ainda estão num estágio preliminar e ainda não há nada decidido".O volume já descoberto da reserva da baía de Santos pode garantir uma produção de até 70 milhões de metros cúbicos por dia, mais do que o dobro da capacidade de importação pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), de 30 milhões de metros cúbicos diários. As jazidas estão em um bloco exploratório localizado em frente ao litoral paulista, já batizado de Campo de Mexilhão.Analistas do mercado apontam que várias empresas estariam interessadas em participar do projeto. Além da BG, são citadas a anglo-holandesa Shell e a espanhola Repsol. A BG, no entanto, já vinha sendo apontada como a favorita. O grupo britânico é sócio das duas maiores distribuidoras de gás no Cone Sul - a Comgás, de São Paulo, e a Metrogás, de Buenos Aires - e reiteiradamente tem afirmado a disposição de fortalecer a sua presença no mercado brasileiro.

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