Petrobras e China se unem para aumentar oferta de gás

A Petrobras e a estatal chinesa Sinopec Group anunciaram nesta segunda-feira a assinatura de um contrato de US$ 239 milhões para construir um gasoduto, que aumentará a oferta de gás natural no nordeste do Brasil e reduzirá a dependência do hidrocarboneto importado da Bolívia. Segundo um comunicado enviado pela Petrobras às bolsas de valores, o convênio faz parte do primeiro trecho do projeto do Gasoduto de Interconexão Sudeste Nordeste (Gasene), um ambicioso plano de interconexão que começa a sair do papel. O contrato de engenharia, provisão, construção e montagem do gasoduto, assinado entre a Petrobras e a Sinopec, terá capacidade para transportar 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A obra, com uma extensão de 300 quilômetros, unirá Cabiúnas, no norte do estado do Rio de Janeiro, a Vitória. A construção será realizada em três fases, e se estenderá pelo litoral do Espírito Santo até Vitória. O projeto Gasene também inclui um trecho de 125 quilômetros, já em construção, entre Vitória e Cacimbas, e outro de 765 quilômetros, em fase de projeto, entre Cacimbas e Catu, na Bahia. Déficit Este projeto cobrirá o déficit do combustível no nordeste, e aumentará a distribuição do gás importado da Bolívia e do produzido no sudeste e nordeste do Brasil. O plano estratégico da Petrobras prevê investimentos de US$ 6,5 bilhões nos próximos cinco anos, para a construção de 1.215 quilômetros de encanamentos. Dependência O Brasil busca reduzir sua dependência do gás que hoje é importado da Bolívia através de um gasoduto brasileiro-boliviano de 3.300 quilômetros, construído no final da década passada. A Petrobras compra atualmente cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás boliviano, e com isso atende cerca de metade do mercado final. A empresa enfrenta fortes pressões do governo boliviano, que quer aumentar consideravelmente os preços do produto destinado ao Brasil.

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