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Petrobrás e FUP em guerra de liminares

Gabrielli espera o fim da greve no prazo marcado pelos sindicalistas

Leonardo Goy, Tatiana Fávaro e Evandro Fadel, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

A greve nacional dos petroleiros entra hoje em seu quarto dia, acumulando medidas judiciais de ambos os lados, como liminares e habeas-corpus. Uma reunião de negociação na sede da Petrobrás, iniciada às 10 horas de ontem, ainda não havia terminado dez horas depois. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou adesão nas plataformas e refinarias da estatal, que estariam operando graças à convocação de equipes de contingência. Em Brasília, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli - que participou de audiência pública nas comissões de Minas e Energia e Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados -, disse esperar que a paralisação seja suspensa antes do prazo marcado pelos sindicalistas, que termina amanhã. "Estamos negociando alterações nas propostas apresentadas para tentar achar uma saída e desejamos que a greve acabe antes de sexta-feira."Gabrielli admitiu que, a adesão ao movimento é "relativamente grande", mas reafirmou que não tem impacto significativo na produção. "É uma greve geral, com parcialidade em alguns momentos, mas os volumes afetados são pequenos. Não há impacto para os consumidores." A FUP informou que, desde o meio-dia de ontem, os trabalhadores do Terminal Almirante Barroso, em São Sebastião (SP), interromperam o bombeio de petróleo cru para as quatro refinarias do Estado de São Paulo (Replan, Recap, RPBC e Revap). Os grevistas também não estão descarregando o petróleo dos navios que trazem o produto das plataformas da Bacia de Campos. O terminal é responsável pelo escoamento de 60% do petróleo refinado no País.Pelo balanço da federação, 6 das 11 refinarias da companhia "estão totalmente sob responsabilidade das equipes de contingência da Petrobrás". Os sindicalistas destacaram, em nota, que são equipes despreparadas, formadas por gerentes, coordenadores e supervisores.Ontem, ao menos 70 funcionários da Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia, na região de Campinas, deixaram os postos de trabalho, depois de três dias ininterruptos na unidade, por falta de rendição de turno. Eles saíram por volta das 10h30. Com isso, o pedido de habeas-corpus feito à 1ª Vara do Trabalho de Paulínia pelos representantes do sindicato de São Paulo perdeu o efeito.Em Curitiba, a juíza da 2ª Vara do Trabalho de Araucária, Paula Regina Rodrigues Matheus, determinou a aplicação de multa de R$ 200 mil por hora à Refinaria Presidente Getúlio Vargas, caso trabalhadores permaneçam na unidade acima da jornada de oito horas. Uma equipe de contingência assumiu o controle da produção e um oficial de Justiça vai acompanhar a troca de turno.Entre as reivindicações, estão a garantia de postos de trabalho nas empresas contratadas pela Petrobrás e pagamento de horas extras dos feriados trabalhados, além de uma nova distribuição na participação nos lucros e resultados da empresa.

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