portfólio

E-Investidor: qual o melhor investimento para 2020?

Petrobrás e Marubeni negociam parceria no MA

Empresas discutem acordo para construção de uma refinaria com investimentos estimados em US$ 20 bi

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2009 | 00h00

A Petrobrás negocia com a trading japonesa Marubeni parceria para a refinaria premium do Maranhão, projeto incluído no novo planejamento estratégico da companhia para os próximos cinco anos, com capacidade para processar 600 mil barris de petróleo por dia. Um acordo entre as duas empresas foi assinado no dia 28 de janeiro, com o objetivo de estudar o empreendimento, mas ainda não há definição sobre a fatia de cada grupo no projeto, orçado inicialmente em US$ 20 bilhões.Petrobrás e Marubeni assinaram um memorando de entendimentos a respeito do tema, que vinha sendo mantido em sigilo até quarta-feira, quando o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, divulgou o acordo em entrevista ao jornal Valor Econômico. A estatal não admite oficialmente, mas as declarações do ministro causaram mal-estar na companhia, até porque continham informações erradas sobre as negociações.Lobão disse que a Marubeni bancaria 100% do projeto. O acordo assinado no final de janeiro, porém, prevê a realização de "um estudo em conjunto para analisar a viabilidade da implantação do projeto com a participação da Marubeni, sem criar obrigação adicional para as partes ou qualquer obrigação financeira para a Petrobrás", disse a companhia, em nota enviada ontem ao mercado. Ou seja, as negociações, por enquanto, encontram-se em fase preliminar, de avaliação econômica do empreendimento. A inclusão da refinaria no planejamento estratégico chegou a ser criticada pelo mercado financeiro, que acredita que a Petrobrás deveria priorizar investimentos na produção de petróleo. A estatal defende o projeto dizendo que prefere refinar o petróleo que será exportado pelo Brasil com o início da produção no pré-sal.Natural do Maranhão, o ministro de Minas e Energia tem acompanhado com especial interesse o projeto. Foi ele que, antecipando-se mais uma vez à Petrobrás, anunciou no ano passado que uma das duas refinarias premium então em estudo seria instalada no Estado. Na época, o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, chegou a dizer que ainda não havia definição sobre o local, mas acabou por confirmar o Maranhão.O Ceará deve sediar a outra unidade premium, que terá capacidade para processar 300 mil barris por dia. As duas unidades premium terão produção focada no diesel e em combustíveis de alta qualidade, voltados para o mercado internacional.A Marubeni atua no Brasil desde a década de 50, com negócios nos segmentos químico, agroindustrial, siderúrgico e têxtil, entre outros. A empresa foi uma das parceiras da Petrobrás na viabilização do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) e trabalhou em conjunto com a estatal também na construção de térmicas. {HEADLINE}Crise nas montadoras abre mais espaço para ?sócios? brasileiros{HEADLINE}AUTOMÓVEIS{HEADLINE}Fábricas nacionais da Mitsubishi e da Hyundai ganham maior atenção das matrizesCleide SilvaEm meio à crise que afeta as matrizes das grandes montadoras e fabricantes de autopeças e que acaba respingando nas filiais brasileiras, grupos com capital 100% nacional estão atraindo projetos. Com a necessidade de cortar custos, multinacionais cancelaram projetos de fábricas próprias no Brasil e começaram a liberar produtos para grupos independentes, que se responsabilizam pelo investimento e podem ser bases exportadoras para a região.A Mitsubishi, do brasileiro Eduardo Souza Ramos, vai anunciar em até três meses a produção de novos veículos na fábrica de Catalão (GO), num projeto que deve consumir US$ 200 milhões. A Hyundai/Caoa, de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, inicia ainda este ano a produção do utilitário-esportivo Tucson em Anápolis (GO) e se prepara para entrar no segmento de automóveis.A viabilidade da fábrica da Mitsubishi em Goiás chegou a correr risco com a decisão da matriz de não mais liberar licenças de produção de veículos. "Desde 2007 negociávamos, mas o Japão resistia, pois avaliava a possibilidade de produzir aqui", diz Souza Ramos.Outra alternativa era o Brasil voltar a ser apenas importador da marca e adquirir os veículos de países que operam com ociosidade. Diante da valorização do iene e do custo da infraestrutura para importação (frete, seguro, tributos), a montadora japonesa percebeu que era vantajosa a produção local."Pela primeira vez, nos deram autonomia para escolher os produtos que queríamos fazer aqui", diz Souza Ramos. Também pela primeira vez em 19 anos de parceria, a Mitsubishi abriu as portas do centro de desenvolvimento para que o empresário conhecesse projetos futuros da companhia, em fevereiro. "Antes, só trabalhávamos com produtos já em linha." A empresa brasileira avalia quatro novos modelos para produzir em Goiás. O primeiro será anunciado em até 90 dias, para início de produção no fim de 2010. O segundo será definido até o fim do ano. "Temos caixa para produzir dois ou três veículos; um quarto modelo ainda está em estudos", diz Souza Ramos. Pelo menos um modelo deve ser um carro de passeio.Outro ineditismo, segundo ele, foi a autorização para futuras exportações para a América do Sul. Hoje, vários países da região são abastecidos por fábricas asiáticas. Saindo do Brasil, o custo cai porque o País tem acordos com o Mercosul e o México, que isentam veículos de taxas de importação.A MMC Automotores, fundada por Souza Ramos, surgiu em 1990 como importadora. Depois, obteve licença para produzir veículos no País. Desde então, investiu cerca de R$ 600 milhões. É a única operação em que a Mitsubishi do Japão não participa diretamente. A empresa recebe royalties pela transferência de tecnologia e fornece componentes. Em 2008, vendeu 41 mil veículos no Brasil, 35% mais que em 2007.MAIS ATENÇÃONo mesmo sistema funciona a Hyundai/Caoa, outro grupo que teve origem na revenda de carros e tornou-se fabricante. A empresa monta o minicaminhão Hyundai HR e em agosto iniciará a produção do utilitário Tucson. No fim de 2010, deve entrar no segmento de automóveis.A Caoa também atua com investimentos próprios e adquire tecnologia e peças da Coreia. Com a suspensão, no início do ano, da construção de uma fábrica do grupo coreano em Piracicaba (SP), para um modelo compacto que consumiria investimento de US$ 600 milhões, os brasileiros voltaram a ganhar atenção da matriz."Estamos sentindo de novo uma aproximação forte com a Hyundai da Coreia", diz Andrade. Segundo ele, além de negociação de novos produtos, a empresa goiana pretende antecipar a nacionalização de componentes, um deles o motor do Tucson, que deverá ter versão flex.Para Andrade a produção de novos veículos e ampliação da capacidade produtiva necessitará de até R$ 500 milhões em investimentos.{HEADLINE}Telefônica é campeã de queixas no Procon{HEADLINE}DEFESA DO CONSUMIDOR{HEADLINE}Empresas de telefonia e bancos são os principais alvos de reclamações de consumidoresAna Paula LacerdaA empresa de telefonia Telefônica foi, pelo terceiro ano consecutivo, a campeã de reclamações na Fundação Procon de São Paulo, segundo ranking divulgado ontem relativo às reclamações de 2008. Em segundo lugar ficou o banco Itaú, que também repetiu a posição do ano passado. Em seguida vieram a operadora celular TIM, o Unibanco e a Brasil Telecom.A lista é formada pelo número de reclamações fundamentadas - casos que não foram atendidos pela empresa após a primeira tentativa, que é o envio de um comunicado com 10 dias para ser atendido. No ano passado, o Procon recebeu 531.116 reclamações, das quais 27.747 tornaram-se reclamações fundamentadas, envolvendo quase 3 mil empresas. "Quando há concentração em algum setor, o número de reclamações aumenta. É o caso da telefonia fixa" , diz o diretor de atendimento do Procon-SP, Evandro Zuliani.A Telefônica informou que seu total de reclamações fundamentadas caiu 17,9% em 2008 (3.615) em relação ao ano anterior (4.405). "A Telefônica tem 10 milhões de clientes residenciais. O índice de resolução dos casos melhorou, de 84% em 2007 para 88% em 2008." A empresa diz ainda que aumentou investimentos e número de pessoas no atendimento ao cliente. Zuliani, do Procon, rebate. "O importante não é aumentar o número de reclamações resolvidas, e sim zerar a entrada de reclamações. Estão vendendo serviço, não fazendo um favor."Em nota, o Itaú afirmou que o ranking demonstra a necessidade do banco "de trabalhar ainda mais na melhoria do atendimento." O Unibanco disse que mudanças já diminuíram o volume de queixas, mas se compromete a "buscar excelência no respeito ao consumidor." Os bancos foram avaliados em separado porque a fusão entre eles foi no fim do ano.A TIM disse que analisará os números do Procon-SP para reforçar investimentos em melhoria do atendimento. Já a Brasil Telecom, que agora pertence à Oi, afirmou que as reclamações estavam relacionadas à cobrança de ligações utilizando o código de longa distância da operadora para serviços interativos de voz e programas de TV (como reality shows). Nesses casos, a cobrança era feita com outras operadoras e confundiu clientes, de acordo com a empresa.{HEADLINE}Acordo com credores aproxima Intelig da TIM{HEADLINE}TELECOMUNICAÇÕESMichelly Chaves TeixeiraA solução de pendências judiciais envolvendo a Intelig pode abreviar a conclusão das negociações com a TIM, que já manifestou interesse na infraestrutura de rede da operadora de longa distância. Nesta semana, a Intelig, controlada pelo grupo Docas Investimentos, e os bancos UBS e Deutsche chegaram a um termo comum para encerrar disputas judiciais no Brasil e no exterior.Com o acordo homologado na 38ª Vara Cível de São Paulo, cujos termos não foram revelados pelas partes, ficam extintas ações judiciais de execução que totalizavam aproximadamente US$ 260 milhões. Os passivos legais da Intelig constituem um dos principais empecilhos para os analistas estimarem o valor da empresa e, com isso, avaliarem o impacto do negócio sobre as ações da TIM. As ações de execução que foram extintas - uma de US$ 17 milhões e outra de aproximadamente US$ 40 milhões - foram movidas por UBS e Deutsche, porque a Intelig não quitou empréstimos concedidos pelas instituições financeiras, os quais tinham ativos da operadora como garantia. Os bancos também tinham se manifestado na Justiça contra a venda da Intelig para a Docas Investimentos, fechada em 2008, por entenderem na época que "a transferência do controle afetava o conteúdo da garantia ao empréstimo", explicou o advogado Sergio Sobral, do escritório Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados, que atua em nome de UBS e Deutsche no caso. O acordo selado entre as partes também encerra a ação judicial referente à troca de controle da Intelig. Segundo Sobral, a solução de uma controvérsia tão complexa em apenas um ano mostra que a Justiça brasileira reserva "proteção mais do que suficiente aos direitos dos credores". Ele diz que o fato de a Justiça ter bloqueado, no início do quarto trimestre de 2008, os ativos financeiros da Intelig acelerou o processo. E reconhece, também, que as tratativas entre a operadora e a TIM podem agora ser finalizadas em um tempo menor. A Intelig preferiu não destacar um porta-voz para comentar o caso, mas enviou nota na qual diz que "após um longo período de negociações, houve um consenso sobre o valor real da dívida remanescente que a operadora mantinha com os bancos credores UBS e Deutsche Bank". No comunicado oficial, a empresa diz que "a conclusão dessas disputas representa um importante marco na história da Intelig Telecom, permitindo à empresa melhores condições financeiras para suportar o seu plano de crescimento".Presente no mercado de telecomunicações desde 2000, a Intelig foi comprada no início de 2008 pelo Grupo Docas, do empresário Nelson Tanure.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.