Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Petrobrás é multada em R$ 3,9 mi por problemas em dutos na Bahia

ANP também autoriza a companhia a fazer osprimeiros testes em poço do bloco de Florim, no pré-sal de Santos

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2014 | 02h04

A Petrobrás obteve a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) para realizar os primeiros testes de formação (TFR) em um novo poço do bloco de Florim, no pré-sal da Bacia de Santos.

A boa notícia veio acompanhada também de mais uma multa, de R$ 3,9 milhões, aplicada pela reguladora por irregularidades em dutos na Bahia. Ao todo, as multas aplicadas à companhia neste ano já ultrapassam os R$ 122 milhões.

As decisões foram tomadas na última reunião de diretoria da agência, em 10 de setembro. De acordo com a ANP, um recurso da estatal foi negado após a fiscalização identificar "três infrações ao Regulamento Técnico de Dutos Terrestres" na Estação Remanso, na Bahia. As irregularidades não foram detalhadas. A empresa não pode mais recorrer na esfera administrativa.

A autorização para os testes no bloco de Florim aconteceu pouco mais de uma semana após a estatal declarar a comercialidade da área, no início do mês. O bloco integra a área de cessão onerosa, contratada inicialmente em 2010. Em junho, a área também foi incluída na contratação direta da Petrobrás para produção dos volumes excedentes ao contratados naquele ano.

O contrato inicial previa a produção de até 5 bilhões de barris, mas as reservas excedentes têm estimativas de cerca de 9 bilhões e 15 bilhões de barris. Além de Florim, entraram no contrato Nordeste de Tupi, Entorno de Iara e Búzios. Pela contratação direta, a estatal deve pagar até o fim do ano um bônus de R$ 2 bilhões. A estatal também deverá antecipar à União parte do óleo produzido, para quitar o restante do bônus, que pode chegar a R$ 15 bilhões.

Na mesma reunião de diretoria, a Petrobrás foi autorizada pela ANP a receber um carregamento de óleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, alvo de investigações da Operação Lava Jato.

A previsão é que o complexo de refino inicie a operação em novembro, e por isso a companhia já testa os tanques para a produção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.