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Petrobras e Sumitomo atualizarão refinaria japonesa até 2010

Empresas vão investir cerca de US$ 900 milhões nas instalações, para atender demanda chinesa crescente

Yuko Inoue, da Reuters,

12 de novembro de 2007 | 10h26

A Petrobras e a Sumitomo Corp vão atualizar uma refinaria no Japão até o final de 2010 para que possam atender à crescente demanda chinesa. As empresas vão injetar cerca de US$ 900 milhões nas instalações, informou a Sumitomo.  A Petrobras anunciou oficialmente no sábado o plano para assumir o controle da Nansei Sekiyu K.K. em março, ficando com a participação de 87,5% da Exxon Mobile por 5,5 bilhões de ienes (US$ 50 milhões). A Sumitomo continuará a manter a participação restante de 12,5%. A unidade será a primeira refinaria da Petrobras na Ásia.  A Sumitomo informou na segunda-feira que as empresas vão atualizar a refinaria com capacidade de 100 mil barris por dia para permitir o processamento do petróleo pesado do Brasil. As companhias também planejam exportar produtos como combustível de aviação e outros derivados para a China e outros países da Ásia e das Américas do Norte e Latina.  Detalhes do programa de investimento e dos planos de investimentos ainda precisam ser decididos, mas tais instalações normalmente custam mais de 100 bilhões de ienes para serem construídas, disse o vice-diretor da área de negócios petrolíferos da Sumitomo, Yoshio Morinaga, a jornalistas.  "Vamos decidir sobre o plano de investimento depois de estudo cuidadoso sobre a lucratividade do projeto. Acreditamos que a proximidade do mercado em expansão mais rápida da Ásia é nossa maior vantagem", informou o executivo.  Ele não comentou informação publicada pelo jornal Nikkei de que a Sumitomo vai buscar aumentar sua fatia na refinaria para 20% a 30%.  A Petrobras está tentando ampliar sua capacidade de refino internacional para adicionar valor para suas crescentes exportações de petróleo pesado.  A companhia tem meta de capacidade internacional de refino de 400 mil barris por dia até 2012 ante 130 mil atuais.  A Exxon Mobil, que detém refinarias na China, era vista pelo mercado como inclinada a fechar a refinaria antiga, que atualmente opera a 50% de sua capacidade.

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