Petrobrás e Vale ajudam Bovespa a subir 2,26%

Giro financeiro, no entanto, já começou a exibir fraqueza em decorrência do final de ano

Claudia Violante,

22 de dezembro de 2009 | 18h43

Depois da queda de 1,30% ontem, perfazendo cinco sessões consecutivas em baixa, a Bovespa teve um pregão predominantemente técnico nesta terça-feira. As compras de blue chips e papéis de primeira linha garantiram ganhos bem mais robustos do que os vistos nas Bolsas da Europa e Estados Unidos, e o Ibovespa recuperou os 67 mil pontos. O giro, no entanto, já começou a exibir fraqueza, tendência que deve se agravar à medida que o final do ano se aproxima.

 

A Bolsa doméstica terminou a sessão com ganho de 2,26%, aos 67.417,93 pontos. Na mínima, registrou 65.940 pontos (+0,02%) e, na máxima, 67.421 pontos (+2,27%). A alta de hoje apagou as perdas do mês, agora convertidas em ganho de 0,56%. No ano, a Bovespa sobe 79,54%. O volume financeiro totalizou R$ 5,571 bilhões. Os dados são preliminares.

 

O noticiário hoje foi mais fraco e não muito positivo. Os investidores, no entanto, relevaram. Por exemplo, a decisão da Moody's de seguir Fitch e S&P e também rebaixar o rating da Grécia não fez preço. Também a última divulgação do PIB do terceiro trimestre dos EUA foi deixada de lado.

 

EUA

 

Segundo o Departamento do Comércio, a maior economia do planeta registrou expansão anualizada de 2,2% entre julho e setembro, após ter caído 0,7% no segundo trimestre. No mês passado, o crescimento havia sido revisado para 2,8%, de uma estimativa preliminar informada antes de expansão de 3,5%. Apesar de decepcionar as previsões, o crescimento do terceiro trimestre foi o primeiro em mais de um ano e o maior em quase dois anos.

 

Outro dado divulgado nos EUA serviu para equilibrar a balança dos índices: as vendas de imóveis residenciais usados nos EUA cresceram 7,4% em novembro, mais do que o dobro dos 3,3% previstos pelos analistas.

 

Às 18h19, o Dow Jones subia 0,42%, o S&P avançou 0,30%, e o Nasdaq, 0,59%.

 

No Brasil, o ajuste técnico da Bovespa também foi beneficiado pelos dados que mostram a solidez da economia. O Relatório Trimestral de Inflação do BC, por exemplo, trouxe que a previsão do BC para o PIB de 2010 é de 5,8%, acima da previsão do mercado (5%). Já a arrecadação de impostos e contribuições surpreendeu ao superar em novembro o teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (R$ 61,6 bilhões), ao somar R$ 72,090 bilhões, no maior resultado para meses de novembro da história, evidenciando a retomada da atividade.

 

A alta do Ibovespa teve forte influência de Petrobras e Vale. No primeiro caso, as compras tiveram o empurrãozinho do avanço do petróleo no mercado externo. Na Nymex, o contrato para janeiro fechou em +0,92, a US$ 74,40 o barril. Petrobras ON terminou em +1,99% e PN, em +3,24%.

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