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Petrobras e Vale ajudam Bovespa resistir à queda de NY

O mercado de ações brasileiro demonstrou força nesta quinta-feira ao conseguir evitar o contágio do mau humor de Wall Street, chegando ao final do pregão em alta e com bom volume financeiro.

DENISE LUNA, REUTERS

19 de março de 2009 | 18h08

Mais apoiado em commodities do que no mercado norte-americano, o Ibovespa encerrou em alta de 0,78 por cento, aos 40.453 pontos. O volume financeiro foi de 4,7 bilhões de reais.

O índice chegou a ultrapassar os 41 mil pontos durante o pregão, mas desacelerou um pouco no final com uma leve realização de lucros.

Analistas creditaram o tom positivo ao bom desempenho das ações da Petrobras e da Vale, locomotivas do mercado. O peso da Petrobras no Ibovespa é de cerca de 20 por cento e da Vale, 15 por cento.

"Todo mundo está indo para commodities", resumiu Pedro Galdi, da corretora SLW.

De acordo com José Simão Júnior, da Intrader Investimentos, o mercado brasileiro tem se mostrado mais forte do que o norte-americano, mas não está livre de ajustes.

"Estamos bem melhor do que os países em desenvolvimento nessa crise, mas a nossa economia está embicada para baixo. Descolou hoje de Wall Street mas o momento ainda é de volatilidade", avaliou, lembrando que o cenário da crise ainda está indefinido.

Ajudada pelo petróleo, que subiu mais de 7 por cento, as ações da Petrobras avançaram 3,36 por cento, a 29,25 reais. As ações ordinárias da companhia também tiveram bom desempenho, subindo 3,77 por cento e cotadas a 36,32 reais.

O volume financeiro movimentado pelos dois papéis ultrapassou 1,2 bilhão de reais.

Ainda sob a expectativa dos preços do minério de ferro para este ano, cujas negociações em andamento indicam queda, a Vale subiu 1,26 por cento, para 27,30 reais, impulsionada pela alta de alguns produtos da companhia, como cobre e níquel.

A melhora para as mineradoras também teve impacto positivo nas siderúrgicas, com as preferenciais da Usiminas liderando a alta do dia com valorização de 6,38 por cento, a 25 reais.

Por outro lado, o setor bancário abriu espaço para realização de lucros, com Bradesco caindo 3,2 por cento, Itaú em baixa de 2,6 por cento e Unibanco com queda de 3,1 por cento.

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