Petrobras e Vale e NY garantem alta de 2,64% à Bovespa

Alta firme do petróleo impulsiona ações da Petrobras; bolsas de Nova York também sobem e ajudam índice

Claudia Violante, da Agência Estado,

04 de junho de 2009 | 17h34

A forte correção da véspera abriu espaço para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retomar a trajetória de alta nesta quinta-feira, 4, garantida pelos indicadores que deram fôlego às bolsas norte-americanas. O relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos de maio, que sai nesta sexta, serviu como um limitador - nos EUA, para os ganhos e, na Bovespa, para o giro. Na Bolsa paulista, a alta firme do petróleo deu gás às ações da Petrobras, que conduziram o índice ao lado de Vale.

 

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A Bolsa terminou na máxima pontuação do dia, em elevação de 2,64%, aos 53.463,90 pontos. Na mínima, registrou 51.745 pontos (-0,66%). Em junho, o Ibovespa acumula ganho de 0,50% e, em 2009, de 42,38%. Os dados são preliminares.

 

O giro financeiro ficou mais contido - somou R$ 4,587 bilhões (preliminar) -, em razão, principalmente, da cautela dos investidores com o que vai ser conhecido nesta sexta nos EUA. As estimativas para o payroll são de corte de 525 mil vagas, número bem próximo dos 532 mil postos de trabalho eliminados pelo setor privado em maio, segundo dados da ADP divulgados na quarta e considerados uma prévia do relatório oficial.

 

Os números da ADP, na quarta-feira, vieram ligeiramente melhores do que as estimativas (-550 mil) e também superaram favoravelmente as projeções os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego conhecidos hoje. O ministério do Trabalho informou uma queda de 4 mil nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego, ante 3 mil previstos, e, melhor do que isso, o total de pessoas que recebiam auxílio-desemprego caiu 15 mil, para 6,735 milhões - o primeiro declínio desde 3 de janeiro. Ou seja, os dados do mercado de trabalho começam a esboçar alguma reação, mas ainda são frágeis.

 

Nesta quinta, além dos números de pedidos de auxílio-desemprego melhores, também agradaram aos investidores a produtividade da mão de obra no primeiro trimestre, que foi revisada de +0,8% para +1,6%, acima das previsões de +1,2%.

 

Mas os índices em Wall Street não avançaram muito. Dow Jones terminou em +0,86%, aos 8.750,24 pontos, S&P, em +1,15%, aos 942,46 pontos, e Nasdaq, +1,32%, aos 1.850,02 pontos. Conduziram os índices os papéis de empresas ligadas aos setores financeiro e de commodities.

 

As commodities, no caso o petróleo, foi preponderante para a alta do Ibovespa hoje, ao contribuir para a valorização das ações da Petrobras. Os papéis ON terminaram em 3,13%, e os PN, em 2,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho avançou 4,07%, para US$ 68,81. Pressionou a commodity a elevação da estimativa de preço do WTI pelo Goldman Sachs, para US$ 75 o barril em três meses. O banco previu ainda que a commodity chegará a US$ 95 ao fim de 2010, com base nas previsões de uma volta da escassez de energia.

 

Depois de um início hesitante, Vale também terminou em alta, influenciada pelo desempenho dos metais. Tanto a ação ON quanto a PNA avançaram 2,27%. Os ganhos aumentaram na hora final do pregão.

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