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Petrobrás e Vale mantêm Bovespa acima dos 66 mil pontos

Bolsa de São Paulo tem alta de 0,76%, aos 66.703,32 pontos; é a maior pontuação desde 18 de junho de 2008

Taís Fuoco, da Agência Estado,

15 de outubro de 2009 | 17h36

As altas nos papéis das bluechips Petrobrás e Vale, diante da proximidade do vencimento de opções sobre ações (próxima segunda-feira) e no rastro das altas dos contratos futuros de petróleo e da demanda por commodities, impediram que a Bovespa abrisse espaço para o investidor embolsar ganhos. Ao final do pregão, o Ibovespa teve alta de 0,76%, aos 66.703,32 pontos, na máxima pontuação do dia, depois de oscilar entre esta e a mínima de 65.836,77. Esta também foi a maior pontuação desde 18 de junho do ano passado. O giro financeiro, que ontem foi de R$ 10,4 bilhões em parte pelo vencimento dos contratos do Ibovespa futuro, caiu para R$ 6,35 bilhões hoje, mas os dados ainda são preliminares.

 

No caso da Petrobrás, o que pesou nesta quinta-feira foi a divulgação dos estoques de combustíveis menores que o esperado nos Estados Unidos. O departamento de energia dos EUA informou que os estoques de petróleo subiram 334 mil barris na semana encerrada em 9 de outubro, para 337,760 milhões de barris, enquanto analistas esperavam aumento de 600 mil barris. A maior discrepância foi vista nos estoques de gasolina, que encolheram 5,23 milhões de barris, contra a expectativa de alta de 700 mil barris. Os estoques de destilados caíram 1,084 milhão de barris, para 170,672 milhões de barris, ante estimativa de declínio de 100 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias despencou para 80,9%, de 85% na semana anterior, ao passo que a previsão era queda de 0,4 ponto porcentual.

 

As cotações dos contratos futuros de petróleo repercutiram imediatamente à notícia e, a partir deles, as ações da Petrobrás também reagiram positivamente. O contrato futuro do West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 3,19% na Nymex, para US$ 77,58. Já as ações com direito a voto da Petrobrás subiram 1,41%, para R$ 43,05, enquanto as PN tiveram alta de 1,24%, a R$ 36,60.

 

No caso da Vale, os papéis ainda refletiram o crescimento na demanda chinesa por minérios, divulgada ontem, e a alta generalizada nas commodities. Esses fatores, segundo um operador, "compensaram" as incertezas que pesam obre os rumores de possíveis mudanças na diretoria da companhia.

 

O investimento de R$ 9,5 bilhões anunciado pela Vale ontem em Minas Gerais já estava, de acordo com um operador, precificado porque fazia parte do plano global de investimentos da empresa já previamente anunciado. Já a disputa política pela presidência da companhia ainda não se vê no preço do papel.

 

Diante da força dos rumores, o empresário Eike Batista negou "peremptoriamente" hoje, em nota, estar negociando a compra de uma fatia acionária na mineradora Vale. Segundo a nota, seu único movimento nessa direção foi uma sondagem informal ao Bradesco - instituição que faz parte do bloco de controle da mineradora junto com a Previ, BNDES, Mitsui -, que não prosperou.

 

"Sou empresário. Meu interesse na Vale não deve ser politizado. Se deveu, exclusivamente, ao fato de identificar certos diamantes por lapidar e por acreditar que poderia contribuir para a criação de riqueza para a empresa e seus acionistas. Nunca como instrumento de política partidária", afirmou Batista.

 

Com isso, as ações da Vale tiveram novo pregão de alta, enquanto os papéis da MMX, mineradora controlada por Eike Batista, estiveram entre as maiores quedas. Vale ON subiu 1,08%, para R$ 45,79, enquanto as preferenciais da companhia tiveram elevação de 0,69%, a R$ 40,69. Enquanto isso, as ações da MMX caíram 2,81%, a R$ 12,82.

 

No mercado externo, os dados divulgados, ainda que positivos, "não foram suficientes para encorajar a realização de lucros", ponderou Felipe Casotti , diretor de renda variável da Máxima Asset Management. Um dos destaques do noticiário foi o índice de atividade industrial Empire State, que saltou de 18,88 em setembro - em linha com a estimativa dos analistas - para 34,57 em outubro, seu maior nível em cinco anos.

 

No âmbito corporativo, o Citigroup obteve lucro líquido de US$ 101 milhões, mas um prejuízo de US$ 0,27 por ação no terceiro trimestre deste ano - menor que a projeção dos analistas, que eram de um prejuízo de US$ 0,38 por ação. No mesmo trimestre de 2008, o banco teve prejuízo líquido de US$ 2,8 bilhões (US$ 0,61 por ação). A receita passou de US$ 16,3 bilhões para US$ 20,4 bilhões entre os períodos.

 

Já o Goldman Sachs informou hoje ter registrado lucro no terceiro trimestre de US$ 3,19 bilhões, ou US$ 5,25 por ação, acima do lucro de US$ 845 milhões, ou US$ 1,81 por ação um ano antes. A receita líquida do Goldman subiu para US$ 12,37 bilhões, de US$ 6,04 bilhões um ano antes. O lucro ficou abaixo da previsão, enquanto a receita surpreendeu. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam lucro de US$ 4,24 por ação e receita de US$ 11 bilhões no período.

 

Dessa forma, as bolsas de Nova York, que ensaiaram uma realização de lucros pela manhã, fecharam em alta moderada. O S&P 500 teve elevação de 0,42%, aos 1.096 pontos, enquanto o índice Dow Jones subiu 0,47%, mantendo-se acima dos 10 mil pontos reconquistados ontem (10.062), e o Nasdaq teve ganho de 0,05%, aos 2.173 pontos.

 

As bolsas europeias, por sua vez, fecharam em sua maioria em baixa, com os balanços das empresas limitando o movimento de alta. A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, teve prejuízo e os resultados do banco Goldman Sachs não inspiraram os investidores. No nível regional, o índice DAX, o principal da Bolsa de Frankfurt, perdeu 0,40% para 5.830,77 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou com ganho muito pequeno de 0,03%, em 3.883,83 pontos, enquanto o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, perdeu 0,63% para 5.222,95 pontos. O Ibex35, o principal índice da Bolsa de Madri, perdeu 0,18%, fechando em 11.849,70 pontos.

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