Petrobras e Vale se unem para explorar petróleo e gás

As duas maiores empresas da América Latina, Petrobras e Vale, anunciam hoje parceria para explorar petróleo e gás natural no Espírito Santo. O memorando de entendimentos será apresentado pelos presidentes das duas companhias - José Sérgio Gabrielli e Roger Agnelli, respectivamente - como um passo na direção de uma estratégia conjunta no setor de energia. Diretores da mineradora já adiantaram, porém, que os investimentos da Vale em energia estão voltados exclusivamente para suprimento próprio.

KELLY LIMA, NICOLA PAMPLONA E IRANY TEREZA, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 08h04

Esse primeiro acordo visa à aquisição, pela Vale, de 25% da concessão da Petrobras no bloco BM-ES-22, no norte da Bacia do Espírito Santo, área com elevado potencial de gás natural. Fontes do mercado e das empresas, no entanto, adiantam que outras aquisições não estão descartadas. Há indicações também de que estão em andamento negociações para a produção conjunta de fertilizantes e outros investimentos na produção de gás.

A Vale iniciou em 2007 a estratégia de garantir autossuprimento de gás natural. Depois de estrear na 9ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP) adquirindo nove blocos - todos em parceria com a Petrobras - a Vale comprou, com autorização da ANP, participações de companhias privadas em outras sete áreas nas bacias de Santos e Espírito Santo. Em 2008, também adquiriu a PGT, empresa de pesquisas geológicas, e firmou com a Shell memorando para a aquisição de blocos no Espírito Santo.

Adquirido integralmente pela Petrobras na 6ª Rodada da ANP em 2004, o bloco BM-ES-22 começou a ser perfurado em março deste ano. Ainda não foi anunciada descoberta efetiva na área. A expectativa era de que os resultados fossem concluídos este mês. Na mesma região, a Vale já havia adquirido 10% de um bloco vizinho, o BM-ES-21, operado pela estatal petrolífera (80%), com participação da Repsol (10%). E ainda comprou metade da participação da Shell (17,5%) no bloco BM-ES-27, operado pela Petrobrás (65%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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