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Petrobras e YPFB serão parceiras, diz jornal boliviano

Jornal boliviano La Razón diz que anúncio oficial será feiro na visita de Lula, em 12 de dezembro

Marina Guimarães, da Agência Estado,

23 de novembro de 2007 | 17h37

O Brasil e a Bolívia vão se associar numa joint venture para a exploração de quatro áreas de petróleo naquele país, informa o jornal boliviano La Razón, citando fontes do governo boliviano. Segundo a publicação, o anúncio oficial do acordo será realizado durante a visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Evo Morales, no próximo dia 12 dezembro. A sociedade será entre as estatais Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a Petrobras para explorar as áreas reservadas da petrolífera boliviana (Astillero, Carohuaicho, Cedro e Huacareta)."O Brasil pediu quatro áreas para investir junto com a YPFB, formando uma nova empresa de exploração, parecida com a que YPFB formou recentemente com a petrolífera venezuelana PDVSA (YPFB-Petroandina)", disse uma das fontes do executivo boliviano ao La Razón. As quatro áreas escolhidas, entre as 21 que pertencem à empresa YPFB, estão localizadas em Santa Cruz, Tarija e Chuquisaca. O embaixador do Brasil na Bolívia, Frederico Cézar de Araújo, disse ontem à imprensa que nos próximos dias grupos técnicos de ambos os países vão se reunir na cidade de Santa Cruz "para ver como pode prosseguir com a decisão de investimento da Petrobras".Ainda de acordo com a reportagem, as fontes explicaram que a Petrobras também pensa investir na exploração do campo Itaú, depois da compra de um pacote acionário da empresa francesa Total, que atualmente tem esta concessão no país. A negociação estaria em fase de discussão de preço. O jornal mencionou ainda que, depois das extensas negociações entre Brasil e Bolívia, La Paz conseguiu fazer com que a Petrobras realize novos investimentos nos campos de gás de San Alberto e San Antonio, em Tarija. "O Brasil realizará novos investimentos para também participar na venda de gás à Argentina, uma vez que a Yacimientos se comprometeu a enviar 27,7 milhões de metros cúbicos diários de gás à Argentina a partir de 2011", explicou uma das fontes ao jornal.A YPFB também conseguiu que a Petrobras aceitasse pagar pelos gases liquefeitos que acompanham o gás (GLP e gasolina natural) exportado para o Brasil, conforme acordo firmado em 14 de fevereiro pelo presidente Lula quando Morales visitou o País, diz a matéria. Ainda segundo a reportagem, a estatal brasileira havia condicionado o pagamento e, em troca, pretendia que a YPFB lhe permitisse produzir gás só para o mercado brasileiro e não para o mercado boliviano, como estabelece a Resolução Ministerial 255 - que obriga todas as petrolíferas que operam naquele país a satisfazer primeiro a demanda doméstica. A Petrobras destinou 3,6 milhões de metros cúbicos de gás para o mercado boliviano. Com isso, Petrobras pode exportar ao Brasil um máximo de 31,5 milhões de metros cúbicos, diz o texto.

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