Petrobras emitirá US$ 300 milhões em bônus

O diretor financeiro da Petrobras, João Batista Nogueira, informou hoje que a estatal prepara a emissão de US$ 300 milhões em bônus até o final de janeiro. Os papéis terão prazo de cinco anos e seguro de risco político, prática que reduz o custo da operação. Nogueira lembra que a Petrobras foi a primeira companhia brasileira a adotar esse mecanismo em suas emissões, com o lançamento de bônus em maio do ano passado. Nos próximos dez dias, a empresa fará um "road show" para promover a operação junto a potenciais investidores estrangeiros. Os bancos Morgan Staley e o UBS Warburg vão liderar a emissão. As operações com seguro de risco político garantem aos investidores pagamento de juros por cerca de um ano e meio em caso de moratória do governo. Ao obter o seguro, a operação de uma empresa localizada em países emergentes pode conseguir uma classificação de risco de "investment grade", o que permite lançar títulos pagando juros bem mais baixos. Esse foi o caso da Petrobras no ano passado, quando obteve taxas menores que as do governo brasileiro. EmissõesA Petrobras pretende fazer de três a quatro emissões de bônus com seguro de risco político este ano. A estatal está estruturando o lançamento de US$ 300 milhões em bônus este mês e, segundo o diretor financeiro, João Nogueira Batista, deverá voltar ao mercado em abril. A intenção é reconstruir uma curva de rendimento para os títulos da Petrobras no mercado de capitais, com o lançamento de bônus com vencimento em diferentes prazos. "Dessa forma, o investidor terá referência de preços em todos os prazos", disse. O papel que será lançado este mês terá vencimento em cinco anos. Em 2000, a estatal emitiu dois bônus, com prazo de sete e dez anos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.