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Petrobras emprestou R$ 750 milhões do BB, diz Jereissati

Segundo o senador, operação foi fechada antes da decisão do CMN de extinguir o limite de endividamento

Cida Fontes, da Agência Estado,

27 de novembro de 2008 | 13h12

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse nesta quinta-feira, 27, que recebeu informações de que a Petrobras contratou US$ 300 milhões - o equivalente a R$ 751 milhões no dia 23 de outubro - a título de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) com o Banco do Brasil. Essa operação, segundo o senador, foi fechada antes mesmo da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de extinguir o limite de endividamento da Petrobrás.   Veja também: Bovespa inverte o sinal e cai com ações da Petrobras Petrobras divulga comunicado sobre sua saúde financeira  Governo minimiza socorro de R$ 2 bi da Caixa à Petrobras Senado ouvirá Meirelles e presidentes da Petrobras e Caixa   Jereissati disse também que o empréstimo de R$ 2 bilhões contrato pela Petrobras com a Caixa Econômica Federal em 30 de outubro refere-se a operações com é Certificado de Crédito Bancário (CCB).   Segundo o senador, o que mais surpreende é a explicação do governo de que é uma operação normal e para capital de giro. "Por que a Petrobrás está sem capital de giro? Uma empresa deste porte..", questionou.   Jereissati afirmou também que quando o CMN extinguiu o limite de endividamento da Petrobras o fez forma retroativa. Ele disse ainda que teve informações de que a Petrobrás estaria atrasando pagamento a fornecedores e que isso estaria acontecendo nos últimos 30 dias.   O senador relatou ainda que pediu informações sobre o número de operações que foram feitas entre Petrobras e Caixa nos últimos dois anos. Ao ser indagado se esta seria a primeira vez, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi lacônico: "É, pode ser".   Tasso Jereissati mostrou que as operações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica com a Petrobras "coincidentemente" ocorreram no mesmo momento em que o Banco Central adotou medidas para aumentar a oferta de crédito no país, como a liberação dos compulsórios. "E a falta de crédito continua", afirmou ele. Jereissati questionou o fato de a Caixa ter feito um tipo de operação com a Petrobrás, em vez de aplicar recursos nas operações que são de sua competência, como habitação e saneamento.

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