Petrobras entra em projeto na costa paquistanesa

A estatal paquistanesa Oil and Gas Development (OGDCL) anunciou nesta sexta-feira que se uniu à Petrobras para explorar petróleo e gás na costa do país asiático. A Petrobras tinha adquirido 50% dos interesses da OGDCL no bloco offshore 2265-1 Indus G, em uma licença de exploração em águas profundas na bacia do Indus, no mar da Arábia. "A execução do acordo com a Petrobras é parte integrante de uma movimentação do governo para atrair investimento estrangeiro no setor de petróleo e gás", disse a OGDCL em um comunicado. A empresa não revelou quanto a OGDCL e a Petrobras investiriam para explorar o bloco de 7.466 quilômetros quadrados de extensão. Segundo comunicado da Petrobras, enviado no final da tarde desta sexta-feira, a empresa vai realizar estudos geológicos e geofísicos que permitam uma completa modelagem do sistema petrolífero da área, com opção de saída antes de perfurar um poço. A companhia brasileira afirmou que a entrada no Paquistão foi motivada pelo potencial exploratório da bacia Indus offshore. "Além disso, quando esteve no Brasil, em 2005, o presidente Pervez Musharraf manifestou interesse em ter a Petrobras como parceira na atividade exploratória offshore, devido à prioridade do Paquistão em descobrir reservas de óleo e gás natural", complementou. LocalizaçãoO bloco adquirido está localizado numa bacia ainda bastante inexplorada, com apenas onze poços perfurados. A política liberal de exploração no Paquistão atraiu interesse de companhias estrangeiras nos últimos anos, fazendo da área de petróleo e de gás uma das maiores para investimentos externos. Apesar disso, a maioria dos poços explorados por companhias nacionais e internacionais já secaram no país asiático. A francesa Total e as paquistanesas Petroleum Ltd. e Premier Oil Pakistan fizeram tentativas fracassadas nos últimos anos de encontrar hidrocarbonetos em águas profundas em Karachi. O Paquistão importa 85% das suas necessidades energéticas, incluindo cerca de 6,5 bilhões de dólares em petróleo no ano fiscal entre julho de 2005 e junho de 2006. O país está se esforçando para aumentar a produção petrolífera em aproximadamente 65 mil barris por dia e espera produzir 100 mil barris por dia dentro de cinco anos.

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