Petrobrás espera crescimento de até 4,5% na produção em 2016

Companhia prevê compensar o corte de investimentos com controle de custos e aumento da performance nas unidades de produção

Antonio Pita, Fernanda Nunes e Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 13h19

RIO - A diretora de Exploração e Produção da Petrobrás, Solange da Silva Gomes, afirmou que a companhia poderá chegar a uma alta de produção no País de 4,5% em 2016, mesmo com a redução do capex prevista, de 37%. Segundo a diretora, a companhia prevê compensar o corte de investimentos com controle de custos e também com aumento da performance nas unidades de produção, o chamado "ramp up".

"Nesse exercício de planejamento, de associação entre redução de capex e previsão de produção de curto prazo, na perspectiva de alavancagem da companhia, além da redução de capex haverá uma forte redução de custos operacionais e rump up das unidades novas", afirmou Solange. "É diferente de quando tínhamos outros parâmetros do nosso plano de dispêndios e operações".

A diretora afirmou, por exemplo, a entrada em operação da unidade FPSO Cidade de Itaguaí no quarto trimestre de 2015. Solange também reforçou a necessidade de reverter o declínio de produção de campos maduros, com previsão de recomposição de 280 mil barris de óleo por dia.

"Quando informamos a perspectiva de crescimento 288 mil barris, mais ou menos 2%, vale estratificar o Brasil: será 2.125 mil boe em 2015, e pode chegar a crescimento de até 4,5% em 2016, o que não considero conservador, já que entraremos com três unidades operacionais ainda este ano", informou a executiva. "Estamos num nível de produção com ativos declinando a uma média de 10% ao ano, então para 2015 serão quase 200 mil barris. Para chegar a 2.125 boe repondo quase 280 mil por dia".

Segundo o gerente-executivo de Desempenho Empresarial, Mário Jorge da Silva, com a interligação de 87 novos poços produtores e injetores em 2014, a empresa conseguiu ampliar a produção no período de 2006 a 2014. No período, segundo a Petrobrás, a estatal foi a única a apresentar crescimento da produção, de 230 mil barris por dia, em relação a outras quatro grandes petroleiras - ExxonMobil, BP, Chevron e Shell.  

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