Petrobras espera reduzir prejuízos com termelétricas

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, disse, nesta terça-feira, que a expectativa é a de que a estatal tenha "franca redução" do prejuízo com usinas térmicas "merchants" este ano, com a renegociação de contratos pelos quais a estatal paga uma espécie de aluguel da capacidade instalada. "Somente com a Eletrobolt já conseguimos reduzir em US$ 15 milhões os gastos com a capacidade de termelétricas", disse.A Petrobras está em meio a um processo de aquisição da Eletrobolt, que foi construída pela Enron, mas que, com a derrocada financeira do grupo norte-americano, encontra-se em poder de um consórcio de dezessete bancos.A Petrobras gastou, no ano passado, US$ 324 milhões com contratos firmados com as usinas merchants Termobolt, Macaé Merchant e TermoCeará, pelos quais a estatal assume os custos das usinas, caso não obtenham a receita necessária. Segundo informou a Petrobras, a empresa desembolsará pela Eletrobolt US$ 159 milhões em 30 anos. A Eletrobolt possui uma capacidade de geração de 388 megawatts (MW). Ao término de um prazo de sete anos, a empresa pagará US$ 30 milhões. Segundo Sauer, os gastos da Petrobras com o pagamento dos custos da Eletrobolt eram de US$ 5 milhões mensais.Sauer disse hoje que a Petrobras está mantendo entendimentos com a El Paso, proprietária da Macaé Merchant. Ele evitou comentar detalhes das negociações. Mas destacou que o objetivo da Petrobras nesse processo "é buscar a redução da exposição financeira da empresa", e não adquirir termelétricas.GasodutosSauer disse também que a estatal aprovou, há cerca de um mês e meio, os estudos da construção da rede básica de gasodutos, orçada em US$ 2,83 milhões. Segundo ele, o andamento dos projetos dos gasodutos "depende agora do licenciamento ambiental, já que os recursos estão aprovados". A Petrobras deu o primeiro passo para a construção de uma rede básica com o início das obras do gasoduto Campinas - Rio de Janeiro, há cerca de dois meses.Ele disse também que a estatal está acompanhando atentamente os acontecimentos na Bolívia, onde a legislação do setor de gás natural passará por modificações. "A nós cabe esperar e acatar as decisões do governo boliviano", disse Sauer. "Acreditamos que os contratos existentes sejam respeitados".

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