Petrobras está interessada em ativos da Enron

O presidente da Petrobras, Francisco Gros, informou que técnicos da estatal estão fazendo, neste momento, uma investigação dos procedimentos legais de como a Petrobras poderá adquirir os ativos no Brasil da gigante energética norte-americana Enron, mais especificamente, a compra das ações da Enron da CEG e CEG-Rio. O objetivo dessa investigação é o assédio dos credores da Enron, que poderiam tentar confiscar os ativos da empresa norte-americana, que está em concordata. "Não vamos comprar nenhum dólar dos ativos da Enron no Brasil sem saber qual é a proteção legal. Qualquer aquisição de ativos da Enron, no bojo de um processo que está sendo conduzido por uma corte nos EUA, terá de ser feita no âmbito desse processo judicial, sob pena de correr riscos que a Petrobras não quer correr", afirmou Gros. Segundo ele, essa investigação dos técnicos da estatal brasileira está sendo feita junto à corte do Estado de Nova York, onde corre o processo de concordata da Enron. A Petrobras já tem uma participação de 25% na CEG-Rio e a Enron tem uma participação de 33,75% no capital da mesma empresa. Já no capital da CEG, a Enron tem 25,38%.Sobre eventual impacto que a polêmica da concordata da Enron poderia provocar nas operações da empresa no Brasil, Francisco Gros disse que a Petrobras não tem registrado nenhuma conseqüência de curto prazo dos problemas do acionista controlador nas operações da Enron no Brasil. "Basta ver a Elektro (distribuidora de eletricidade em SP), cujas operações estão ocorrendo normalmente." Indagado sobre se os problemas da Enron nos EUA permitiriam à Petrobras comprar os ativos daquela empresa no Brasil a um preço mais baixo, Gros disse que isso vai depender de quantos interessados apareçam para disputar tais ativos. Gros fez tais declarações durante seminário "Perspectivas da Economia Brasileira em 2002", promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

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