Geraldo Falcão/Petrobrás
Geraldo Falcão/Petrobrás

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Petrobrás estima economia de R$ 4 bi por ano com redução de 22% do quadro de funcionários

Cerca de 10 mil empregados aderiram a programa lançado em 2019 e a plano de aposentadoria incentivada

Daniele Madureira, especial para o Estadão

03 de julho de 2020 | 11h59

A Petrobrás anunciou na noite de quinta-feira, 2, que deve reduzir em 22% seu atual quadro de funcionários por meio de programas de desligamento voluntário (PDVs). O porcentual também inclui os desligamentos via Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), voltado aos empregados aposentáveis até 31 de dezembro de 2023. Os dois programas vão atingir 10.082 funcionários.

Segundo a companhia, as medidas são "parte das ações de resiliência, com objetivo de maximizar a geração de valor para os acionistas".

Em comunicado, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, diz que os PDVs contribuem para a redução permanente da estrutura de custos da companhia, o que ajudará a empresa a "enfrentar com sucesso um cenário de preços mais baixos do petróleo no longo prazo”.

Foram implementados três programas de desligamento voluntário: o PDV 2019, destinado aos aposentados pelo INSS até a data de promulgação da PEC 133 do ano passado; o PDV específico para empregados que trabalham em unidades que estão em processo de desinvestimento; e um PDV exclusivo para os empregados que trabalham no segmento corporativo da petrolífera.

Só o PDV 2019, encerrado no último dia 30, somou 9.405 inscritos. O montante representa 94% do total de funcionários elegíveis ao programa. Os demais programas atingiram 677 inscritos. Ao todo, são 10.082 funcionários, que somam 22% do atual quadro de empregados.

"A Petrobrás estima uma redução de custo de pessoal até 2025 em torno de R$ 4 bilhões por ano com a saída dos 10.082 inscritos nos programas. O retorno adicional (custo evitado de pessoal de R$ 22 bilhões menos o desembolso com as indenizações de R$ 4 bilhões) será de aproximadamente R$ 18 bilhões até 2025", diz a empresa, em comunicado.

De acordo com a companhia, o impacto esperado das indenizações no caixa não será imediato em 2020, mas diluído ao longo dos próximos três anos. Isso porque no PDV 2019 existem categorias com saída prevista em até 24 meses. A Petrobrás também optou por fazer o pagamento das indenizações em duas parcelas: uma no momento do desligamento e a outra em julho de 2021 ou um ano após o desligamento, o que for maior.

No fim, o sistema Petrobrás terá seu quadro reduzido a quase um terço dos 86 mil funcionários que tinha em 2013, antes de o preço do petróleo despencar, de a Lava Jato começar e de a empresa iniciar uma forte venda de ativos. / COM REUTERS

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