Petrobrás estréia bem na bolsa de Madri

As ações da Petrobrás estrearam em alta no índice Latibex da Bolsa de Madri e subiram também no pregão da Bolsa de Nova York, embaladas pela especulação sobre a compra de ativos da espanhola Repsol-YPF na Argentina. Para analistas, uma operação deste porte teria grande valor estratégico para a estatal brasileira, consolidando sua liderança no setor de petróleo da América Latina em um momento de baixa nos preços dos ativos argentinos. Na bolsa de Madri, os papéis preferenciais da Petrobrás fecharam em alta de 1,91% ontem, primeiro dia de negociações. Os ordinários subiram 1,83%. Em Nova York, alta de 0,58% das ordinárias e de 0,35% das preferenciais, apesar de a bolsa norte-americana ter fechado o dia em baixa de 1,92%. Durante o dia, as ações da Petrobrás chegaram a atingir alta de 4,3%. Anteontem, na capital espanhola, o presidente da estatal, Francisco Gros, chegou a cogitar a possibilidade de adquirir a YPF, caso a Repsol a coloque à venda, o que causou reações positivas no mercado. A companhia hispânica passa por uma crise financeira e pode vender mais ativos para reduzir seu endividamento, superior a US$ 10 bilhões. Seu presidente, Alfonso Cortina, porém, insinuou na semana passada que só venderia a empresa se alguém se dispusesse a pagar um preço justo. Segundo o analista de petróleo do banco Pactual, Luiz Otávio Laydner, a Repsol-YPF já vale menos do que os US$ 15 bilhões pagos pela YPF em 1999. O valor de mercado da petroleira é de 15 bilhões (euros), ou US$ 14,7 bilhões, na cotação de ontem. A empresa perdeu valor devido à sua exposição à crise argentina. Laydner não acredita, porém, que a Petrobrás tenha condições de adquirir a totalidade dos ativos da YPF

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