Petrobras estuda construir duas novas refinarias, diz ministro

Segundo Lobão, já está certo que uma delas será no estado, o Maranhão, em São Luiz

Leonardo Goy, da Agência Estado,

16 de maio de 2008 | 15h08

A Petrobras estuda a possibilidade de construir até duas novas refinarias de petróleo no Brasil. A informação foi dada nesta sexta-feira, 16, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Segundo ele, já está certo que uma delas será no estado, o Maranhão, em São Luiz. Quanto à outra refinaria, a estatal ainda vai decidir se será necessário e, se confirmado, onde será construída. Veja também: 'Petrolíferas estão por trás de pressão contra etanol', diz Lula Preço do petróleo em alta   A intenção é aumentar a capacidade de refino da Petrobras no país em 600 mil barris por dia. Assim, explicou Lobão, se forem mesmo construídas duas unidades, a de São Luiz terá capacidade para 400 mil barris e a segunda, de 200 mil. "Se não for construída a segunda, a refinaria do Maranhão pode ter uma capacidade de 600 mil barris", disse Lobão, ressaltando que de qualquer modo a refinaria do Maranhão será a maior do Brasil, já que as unidades existentes hoje processam em média 200 mil barros de petróleo por dia. A refinaria maranhense deverá demandar investimentos de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões e, se de fato ela chegar a ter a capacidade de 600 mil barris, essas cifras poderão ser superadas. A eventual segunda refinaria, por sua vez, exigirá investimentos de US$ 5 bilhões. Lobão explicou que a intenção da Petrobras é produzir nessas refinarias todos os derivados do petróleo, destinando-os principalmente para a exportação. "Por isso a escolha do Maranhão, que tem o porto mais profundo do País e está mais perto dos mercados consumidores", justificou.  O ministro disse que a Petrobras deverá apresentar até o fim do mês ao governo os estudos que apontarão se serão necessárias duas ou uma refinaria. Lobão avaliou que a construção de uma única unidade de 600 mil barris diários custa menos do que erguer duas plantas para atingir esse mesmo volume. A eventual divisão de capacidade ocorreria por questões logísticas ou mesmo políticas, já que diversos governadores estão brigando para atrair investimentos para seus estados. Lobão afirmou que a idéia do governo é iniciar as obras em 2009. A partir daí demorariam cinco a seis anos para conclusão da obra. Hidrelétrica do Peru Lobão disse ainda que vai assinar amanhã, no Peru, protocolo de intenções para iniciar as negociações para a construção, em parceria, de uma usina hidrelétrica em território peruano. Segundo Lobão, a hidrelétrica, de 1.400MW se chamaria Inambari, e será construída na província de Madre de Diós. "A idéia é construir um linhão ligando a usina até Porto Velho", disse. Ele ressaltou que quando a usina peruana estiver pronta já haverá uma conexão elétrica entre Porto Velho e o Sul do País, por conta das usinas do Rio Madeira. Assim, a energia que vier do Peru será distribuída pelo Brasil. Segundo Lobão, de 1.400 MW de potência da usina, 300 ficariam com o Peru e o restante com o Brasil. Lobão disse que a expectativa é que seja feita futuramente uma parceria entra a estatal brasileira Furnas, uma construtora brasileira e um parceiro peruano para construir o empreendimento. Segundo o ministro os dois países pretendem no futuro firmar parcerias para um total de 15 usinas, que gerariam um total de 290 mil MW.

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