Petrobras evita falar sobre possível aumento de combustível

Rumores de alta dos combustíveis surgiram por conta dos sucessivos recordes do petróleo no mercado externo

KELLY LIMA, Agencia Estado

25 de abril de 2008 | 10h44

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, recusou-se a fazer qualquer comentário nesta sexta-feira, 25, sobre um possível aumento dos preços da gasolina e do diesel, durante entrevista à imprensa realizada esta manhã na sede da empresa para comentar a balança comercial da Petrobras. "Hoje eu só estou aqui para falar de balança", disse o diretor. Costa não falou também sobre a derrota da estatal para o grupo Cosan na disputa pela compra dos ativos da Esso no Brasil. "Vamos reavaliar nossa estratégia. É muito cedo para tecer qualquer comentário no momento", disse repetindo a afirmação que já havia feito ontem.     Veja também: Mercado de combustíveis movimenta US$ 30 bi por ano Saldo da Petrobras fica negativo em US$775 milhões no 1º tri Petrobras continua avaliando ativos da Esso no Chile e Uruguai Os rumores de alta dos combustíveis surgiram por conta dos sucessivos recordes do petróleo no mercado externo. Espera-se que, em algum momento, isso seja repassado ao consumidor. Os preços da gasolina e do diesel não sofrem rejuste há 31 meses. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no entanto, o Banco Central manteve a previsão de que os preços da gasolina não devem subir em 2008.  Os diretores do BC, no entanto, afirmam que aumentou a possibilidade de alteração desse cenário, com eventual aumento de preço. Eles admitem que o petróleo é "fonte sistemática de incerteza" e que seu preço "elevou-se consideravelmente desde a última reunião do Copom e continua altamente volátil". Esse aumento de preços, ainda que não gere por enquanto aumento da gasolina e do gás de cozinha, diz o texto, "se transmite à economia doméstica tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica".

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