Petrobras explica falta de combustíveis na Argentina

A Petrobras Energía, subsidiária da petrolífera brasileira na Argentina, divulgou comunicado oficial explicando as razões para a falta de combustíveis em seus postos de serviços, situação que levou o governo argentino a multar a estatal brasileira. Segundo a empresa, a falta de combustíveis registrada desde o último fim de semana foi motivada por "problemas de logística interna, os quais geraram os inconvenientes que são de público conhecimento".A Petrobras não entrou em detalhes sobre os problemas de logística, mas fontes do mercado revelaram que se tratou de uma paralisação de dois dias das atividades dos caminhoneiros na semana passada. Os caminhoneiros liderados pelo sindicalista Hugo Moyano, apoiado pela Casa Rosada, tiveram uma grande festa na quinta-feira para comemorar os 20 anos de Moyano à frente do sindicato. Não trabalharam na distribuição naquele dia, quando receberam a visita da presidente Cristina Fernández de Kirchner, tampouco no seguinte, nem no fim de semana. "Isso atrasou toda a entrega e distribuição dos combustíveis de todas as companhias", comentou a fonte.Na nota oficial, a Petrobras não menciona a inspeção que sofreu hoje, segundo fontes, e que derivou em cinco multas por parte da Secretaria de Comércio Interior, com base na lei de abastecimento, já que seus postos registraram falta de combustíveis. O texto somente argumenta que para dar "solução imediata" aos problemas, "as áreas de logística e distribuição se encontram completamente voltadas para restabelecer o normal abastecimento do mercado nas próximas horas"."Para satisfazer uma demanda em constante aumento como conseqüência direta do atual crescimento econômico, a companhia dispôs medidas de exceção ampliando o horário de atenção de nosso centro de distribuição localizado em Dock Sud, que agora atende os distribuidores desde as 4 horas da madrugada até as 24 horas", justifica. Por último, a companhia reitera que suas refinarias de San Lorenzo e Bahía Blanca "estão trabalhando ao máximo de sua capacidade instalada, entregando ao mercado toda sua produção".

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