Petrobras fará novas captações no Exterior

A Petrobras planeja aproveitar a melhora no humor dos investidores internacionais para fazer novas captações ainda no primeiro semestre do ano. "Existe uma janela de oportunidades para as companhias brasileiras", avaliou o diretor financeiro da estatal, João Nogueira Batista. Segundo ele, os planos da companhia inclui, no mínimo, um lançamento de bônus até o final de junho. "As captações têm como objetivo principal alongar o perfil da dívida e pagar financiamentos velhos", explicou. A Petrobras planeja emitir cerca de US$ 2 bilhões no mercado internacional este ano, desse total, US$ 1,2 bilhões já foram captados. O valor não inclui, porém, financiamentos diretos, como o project finance de US$ 960 milhões anunciado hoje pela companhia. Os recursos vão financiar a expansão de gasodutos nas regiões Nordeste e Sudeste. A companhia informou que fez um processo de seleção e o consórcio composto por três trading japonesas (Mitsui, Itochu e Mitsubishi) venceu e irá prover a estrutura que fará o aporte dos recursos necessários para as obras. O diretor explicou que 70% dos recursos serão captados no mercado internacional e o restante no Brasil. A companhia pretende anunciar nos próximos dias os bancos nacionais que serão responsáveis pelo financiamento no mercado interno. Parte dos recursos captados no Brasil virá do BNDES e a expectativa é de que a operação esteja concluída no final do primeiro semestre de 2002, quando está programado o início do aporte dos recursos. A expansão da malha Sudeste consiste na construção de três novos dutos (Campinas-Japeri, Campinas-Cubatão e São Carlos - Betim), que serão responsáveis pela movimentação de gás vindo do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Já a expansão da malha Nordeste vai permitir a disponibilização de gás nacional para atendimento ao programa prioritário de termelétricas.PetróleoO diretor financeiro acredita que a alta do preço do petróleo, que levou o barril para a casa dos US$ 25,00, não deve se sustentar por muito tempo. Ele acredita que o barril irá retornar para níveis próximos a US$ 22,00. Para o executivo, essa alta recente foi influenciada por um movimento especulativo gerado pelas incertezas no Oriente Médio.

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