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Petrobrás fará novos leilões de gás

Apesar da alta da demanda, estatal tem gás de sobra

Tatiana Freitas, AGÊNCIA ESTADO, O Estadao de S.Paulo

27 de maio de 2009 | 00h00

A diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Foster, informou ontem que a companhia fará "mais dois ou três" leilões de gás natural até o fim do ano. Com a queda na demanda por gás, por causa da substituição do produto por combustíveis que passaram a ter preço mais competitivo, a estatal já promoveu cinco leilões de gás este ano. Só em três leilões para entrega em maio, junho e julho, a estatal vendeu 5,127 milhões de metros cúbicos (m³).Mas o excedente continua. "Tenho 20 milhões de metros cúbicos de gás e eu não tenho o que fazer com ele", disse Graça, em palestra no Gas Summit Latin America 2009. Apesar disso, ela disse que já verifica reação no consumo, em resposta à recuperação da atividade econômica. Segundo ela, em maio, o mercado não-térmico (indústria, automóveis, residência e comércio) demandou 31,9 milhões de m³ por dia, em média, ante 29,2 milhões em abril e 28,8 milhões em março.Em relação ao mesmo período do ano passado, a demanda ainda é significativamente menor. Em maio de 2008, o mercado não térmico consumiu 38,3 milhões de m³, em média. "Estamos verificando a volta da demanda. Em um único dia, chegamos a verificar picos de demanda de 35 milhões de m³."Já o consumo de gás das térmicas permanece bem inferior à média de 2008. Segundo Graça, as termoelétricas consumiram 7,7 milhões de m³ por dia, em média, este ano. A média de 2008 foi de 14,5 milhões de m³.Para a executiva, a crise econômica não está inviabilizando as discussões com as distribuidoras para a venda futura de gás. Em entrevista após participação no evento, ela afirmou que está mantida a negociação com a Comgás para contratação de oferta adicional de gás natural para atendimento da demanda no médio prazo.BOLÍVIAGraça Foster informou também que a Petrobrás pretende renovar o contrato de fornecimento de gás da Bolívia, que termina em 2019. "Queremos ter gás boliviano a partir de 2020. É uma relação que agrega valor a nós e eu tenho certeza de que teremos habilidade para conduzir a nova negociação com a Bolívia", disse. "Ninguém dá as costas para a energia. Energia é soberania, é poder, não é uma questão de bondade."

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