Petrobras fará reuniões para avaliar quadro na Argentina

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que fará reuniões internas na Petrobras até quinta-feira para avaliar o quadro na Argentina, cujo governo enviou ao Congresso projeto de lei para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

17 de abril de 2012 | 12h22

Graça terá encontro na sexta-feira, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o ministro de Planejamento Federal e Obras Públicas da Argentina, Julio De Vido, interventor da YPF/Repsol. Segundo ela, a reunião já estava marcada e será importante para esclarecer dúvidas.

Sobre a preço do petróleo, Garça afirmou que as incertezas geopolíticas devem manter elevadas as cotações no mercado internacional. "Fica quase que patente que, neste ano de 2012, está definido (o patamar de preço de petróleo)", disse. Em sua apresentação ela usou a estimativa de US$ 119 para o preço do tipo Brent.

Segundo ela, todas as variáveis, das quais depende um eventual reajuste internamente, são mensalmente apresentadas ao controlador (governo) em reuniões de conselho de administração. "Que há um mudança clara de patamar de preço, há", disse Graça. A presidente da Petrobras disse não saber se o reajuste pode levar, "um, dois, três, ou seis meses" para acontecer.

A executiva afirmou também querer meta zero de vazamento de petróleo . "Dizem que isso não existe. Não existe, mas eu quero". Ela explicou que a grande maioria de vazamentos acontece em terra, com volumes mínimos, mas nem mesmo estes são tolerados. "(Me dizem) ''Só vazou um balde'' (de óleo). Mas vazou, não pode vazar", afirmou.

Semana passada a Petrobras informou que durante inspeção submarina foi identificada no domingo, dia 8, uma exsudação de gotículas de óleo no solo marinho do Campo de Roncador. Segundo a empresa, não foi localizada nenhuma mancha de óleo na superfície do mar.

Graça disse ainda que teve uma conversa ''técnica'' nesta segunda-feira com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, sobre o vazamento da Chevron no Campo de Frade. Ela destacou que a Chevron é operadora do campo, no qual a Petrobras tem parceria, e que cabe à americana a responsabilidade pelas divulgações sobre o tema.

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