Petrobrás fecha acordos de US$ 4,5 bi no pré-sal

Estatal assinou dez contratos para a construção e integração de seis módulos para plataformas que serão usadas na Bacia de Santos

SABRINA VALLE / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h05

A Petrobrás anunciou ontem ter assinado dez contratos, somando US$ 4,5 bilhões, para a construção e integração dos primeiros seis módulos de oito plataformas replicantes do tipo FPSO, que produz, armazena e transfere óleo e gás. Os contratos dos replicantes, assim chamados por terem projetos semelhantes, eram aguardados no mercado há meses e várias empresas participaram da disputa.

As oito plataformas serão instaladas no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Lula (ex-Tupi) e Sapinhoá (ex-Guará). A primeira delas tem previsão de iniciar as operações em 2016, com capacidade para produzir 150 mil barris por dia cada. Os cascos dos oito replicantes já estão sendo construídos pelo Grupo Engevix, no estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Os contratos foram assinados junto com os parceiros BG Group, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, sócias minoritárias da Petrobrás nos campos.

Venceram a concorrência e serão contratadas para os serviços os estaleiros Keppel Fels (RJ), o Jurong (ES) e o consórcio Mendes Júnior/OSX (RJ). Cada um venceu a concorrência para a integração de dois FPSOs cada e têm a possibilidade de uma terceira unidade mais à frente.

A Petrobrás ainda avalia o tipo de óleo na área onde serão instalados os dois replicantes que ainda faltam ter a integração contratada antes de encerrar essa disputa. "O processo de contratação dos dois módulos de topsides e dos pacotes de integração restantes para os oito FPSOs replicantes deverá ocorrer nos próximos 18 meses junto às mesmas empresas", disse a empresa, em comunicado ao mercado.

Preço baixo. Nos bastidores, construtoras como a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, que participaram da concorrência, já davam a derrota como certa pelo menos desde abril. Fontes das construtoras estavam insatisfeitas, alegando que os concorrentes haviam apresentado preços baixos demais para projetos que depois não poderiam ser executados no prazo e custo prometidos.

A surpresa da concorrência foi o consórcio formado entre as empresas DM Construtora de Obras e TKK Engenharia, que venceu a construção dos módulos de gás combustíveis e desidratação e os módulos de geração. A empresa Iesa ficará responsável pelos sistemas de compressão e injeção de gás carbônico.

Já a Tomé Engenharia e a Ferrostal ficarão com a construção de módulos para tratamento de água e processamento de óleo, entre outros.

A Petrobrás também contratou a Dresser-Rand e a Rolls-Royce para fornecer os sistemas de compressão e geração.

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