Petrobras fez proposta por ativos da Esso, diz diretor

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou hoje o interesse da estatal pela aquisição dos ativos da Esso na América do Sul, incluindo o Brasil. Indagado sobre esta possibilidade, durante entrevista em solenidade no Rio, Costa foi sucinto: "Nós fizemos uma oferta e aguardamos a resposta", disse, sem dar maiores detalhes se a empresa havia entrado no negócio sozinha ou em parceria.Segundo fontes do no mercado, a estatal estaria em parceria com a AleSat para a aquisição dos ativos, sendo que ficaria com os negócios internacionais da Esso e a distribuidora mineira ficaria com a parte nacional. Costa desviou-se do assunto e não quis detalhar as intenções da companhia.Ele participou de solenidade no Palácio Guanabara, junto ao governador do Rio, Sérgio Cabral, em que foi concedida a licença prévia para a terraplenagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento que receberá investimentos de US$ 8,4 bilhões. Na próxima segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá inaugurar esta etapa de obras do Comperj.Segundo Costa, o licenciamento ambiental do Comperj foi considerado inovador por aliar extremo rigor ambiental e complexidade, sem representar aumento de prazo. As mais de sete mil páginas de estudos foram acompanhadas quinzenalmente pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e aspectos como reutilização da água, diminuição de emissões atmosféricas e a minimização de resíduos foram aprimorados ao longo do processo de licenciamento, que contou com a participação de universidades e especialistas da área.Com custo aproximado de R$ 820 milhões, as obras de terraplanagem devem movimentar 45 milhões de metros cúbicos de terra no Comperj. Este volume equivale a 12 Maracanãs cheios de terra do gramado até o seu topo. A primeira fase de obras do empreendimento deve se estender de abril de 2008 até o fim do primeiro semestre de 2009, gerando cerca de dois mil empregos diretos.

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