Petrobras: fundos permanecem em queda

Os fundos de ações da Petrobrás apresentaram queda de rentabilidade pela segunda semana consecutiva. Os principais motivos foram a instabilidade do preço do barril de petróleo no mercado internacional e, como conseqüência dela, a baixa movimentação de negócios no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os fundos com recursos do FGTS apresentavam, na quinta-feira, uma rentabilidade média de 58,27% e os fundos de recursos próprios, 59,66%. A queda da ação provocou recuo no rendimento desses fundos, que chegou a superar 70% há duas semanas. Como na sexta-feira a ação ordinária (ON, com direito a voto) voltou a fechar em baixa, de 1,10%, a rentabilidade dos fundos deve recuar ainda pouco mais.A preocupação com a indefinição de preço do petróleo tem influenciado uma depreciação do valor da ação da Petrobras nos últimos dias. Levando-se em conta que grande parte da produção da estatal são derivados de petróleo, qualquer oscilação no preço do barril tem grande impacto no faturamento da empresa.O ganho com os fundos de ações da Petrobras pode não ser tão superior à valorização do Índice Bovespa nos próximos 12 meses. Boa parte do gordo rendimento já acumulado desde 17 de agosto, início da apuração de rentabilidade com base nas ações, é decorrente do desconto de 20% dado pelo governo na aquisição do papel da empresa.Mesmo com a preocupação do mercado, acredita-se que, quando o preço do petróleo estabilizar-se, a Petrobras deverá ser uma das ações que vão dar maior força ao Ibovespa e voltar a movimentar os pregões. Alguns analistas prevêem que a boa administração da estatal e um aumento significativo no faturamento da empresa no segundo semestre e no próximo ano, em relação ao primeiro semestre deste ano, devam contribuir para a valorização da ação da empresa e, conseqüentemente, para ampliar o rendimento dos fundos.

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