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Petrobrás ganha prazo para vender campos em terra

Petrobrás anunciou, no fim do ano passado, o plano de venda de 183 campos terrestres ou de águas rasas

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2019 | 05h00

A Petrobrás conseguiu prorrogar o prazo para vender os campos de petróleo em terra e águas rasas junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A estatal deveria tê-los oferecido ao mercado até junho. Conseguiu prorrogação de parte para dezembro e, agora, uma pequena quantidade deve ser vendida até junho de 2020. Detalhes sobre quais polos tiveram o cronograma ampliado vão ser divulgados nesta semana.

Depois de ser cobrada pela agência reguladora, a Petrobrás anunciou, no fim do ano passado, o plano de venda de 183 campos terrestres ou de águas rasas. A estatal acelerou o processo nos últimos meses e isso foi levado em consideração pela diretoria da agência reguladora na prorrogação. Ela vendeu 61 áreas e outros quatro campos que não operava diretamente. Oito já foram devolvidos à ANP pela estatal. Representantes do setor criticam a demora no processo.

Trava. Mesmo entre os campos que já foram vendidos, o negócio não andou completamente. Dos 61 campos vendidos pela estatal, apenas quatro receberam o sinal verde da ANP. A estimativa é de que a agência reguladora anuncie ainda neste ano uma mudança no regimento para dar mais agilidade às avaliações. A Petrobrás foi procurada para dar entrevista, mas não se manifestou. 

1,2,3... começou. A XP Investimentos deverá formalizar o pedido de registro para sua oferta inicial de ações junto à Securities and Exchange Commission (a SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) nesta semana. A fixação do preço da ação da oferta multibilionária na Nasdaq acontecerá no início da segunda semana de dezembro. Procurada, a XP não comentou. 

Agito pré-Natal. Um pouco antes, mas na bolsa saudita Saudi Stock Exchange (Tadawul), em Riad, a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco deverá precificar seu IPO, provavelmente no dia 4 de dezembro. Está sendo considerado o maior de todos os tempos.

Retomada. O varejo farmacêutico registrou crescimento de 10,5% no faturamento nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo a marca de R$ 39,2 bilhões, segundo números das 25 redes afiliadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O aumento foi puxado pelos medicamentos isentos de prescrição e itens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Mais gastos. Para a Abrafarma, o aumento do faturamento de itens não relacionados a medicamentos indica retomada do consumo da classe média, que estava estagnado nos últimos anos. Nos nove primeiros meses de 2019, o faturamento de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos aumentou em 11,8%, conforme levantamento da FIA-USP. De medicamentos sem prescrição, o faturamento cresceu quase 20%.

Bons ventos. A AES Tietê está analisando mais de 800 MW em usinas eólicas para potencial aquisição. A geradora de energia anunciou no mês passado que desistiu de comprar o complexo eólico Alto Sertão III, da Renova Energia, atualmente em fase de construção. Mas não desistiu de ampliar sua capacidade de geração de energia elétrica e tem particular interesse em eólicas no

Nordeste. A intenção da companhia é diversificar seu portfólio, atualmente concentrado em hidrelétricas, de maneira a reduzir o risco atrelado à hidrologia. 

Sustentável. O fundo de pensão dos empregados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de se tornar signatário dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) da Organização das Nações Unidas. O PRI é um conjunto de compromissos fiduciários com cinco metas envolvendo aspectos de responsabilidades sociais, ambientais e de governança (ASG) nas decisões de investimentos, assim como em políticas internas e práticas. 

Consciente. Com cerca de 5 mil participantes, a fundação já vinha se aprofundando em compromissos ASG. Em setembro, formalizou sua primeira Política de Responsabilidade Socioambiental e, em outubro, aderiu ao programa Empresa Cidadã da Receita

Federal. Os aspectos ASG estão entre as recomendações da Previc, agência reguladora dos fundos de pensão, para políticas de investimento das fundações. 

 

COM CRISTIAN FAVARO E LUCIANA COLLET

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