Petrobras importou US$ 1 bi em petróleo e derivados

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, admitiu hoje que a estatal deverá registrar um déficit de até US$ 850 milhões em sua balança comercial no mês de março, por conta de uma importação extra de US$ 1 bilhão em barris de petróleo e derivados. Segundo ele, esta importação foi necessária para suprir o crescimento da demanda do diesel, nafta e do QAV, que foram superiores às expectativas da empresa nos três primeiros meses do ano.Segundo ele, no primeiro trimestre do ano, o QAV teve um aumento de 4% no seu consumo, o diesel de 8% e a nafta em torno de 3%. "Foi um aumento substancial", afirmou, em entrevista, após participar de solenidade no Rio. Costa completou que o aumento na importação terá o impacto apenas neste mês de março.Ao longo do ano, segundo ele, a entrada em operação de novas plataformas de produção, além do alcance do pico das operações de unidades que entraram em atividades no final do ano passado, deve contribuir para que a Petrobras feche o ano com superávit. "No ano passado tivemos um superávit de US$ 72 milhões. Acreditamos que o aumento da produção deste ano deva impulsionar a um crescimento deste superávit no final do ano. Este incremento deverá garantir isso, apesar do aumento da demanda", afirmou.Indagado sobre as declarações do presidente da Repsol no Brasil e também presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos de Lucca, sobre o preço do combustível no Brasil, Costa disse que "nada poderia comentar sobre o assunto", antes de conversar diretamente com o executivo. O executivo, que também comanda a Repsol-YPF no país, revelou que este ano a Refap, refinaria em que a empresa hispano-argentina possui participação de 30%, tem apresentado resultados não positivos. De acordo com ele, a refinaria recebeu investimentos recentes de US$ 1 bilhão. Somente na modernização para produção de gasolina foram R$ 650 milhões já autorizados pela companhia."Eu li os comentários pelos jornais e prefiro não fazer qualquer declaração antes de entrar em contato com ele", disse. Ele voltou a repetir o discurso da estatal de que a companhia vem analisando os preços do petróleo no mercado internacional e analisando a possibilidade de ajuste nos preços da gasolina e do diesel. "Nós avaliamos isso dia-a-dia. Mas obviamente temos que ver qual o reflexo que isso pode causar no consumo de gasolina. Obviamente quando houver a necessidade (de reajuste), nós vamos fazer", disse.

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