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Petrobras inicia perfuração no Golfo do México

A Petrobras vai começar a perfurar a uma profundidade de seis mil metros nos campos que adquiriu na região de Corpus Christi, localizada no extremo oeste do Golfo do México. A empresa possui cerca de 80 blocos nesta área e já encontrou potenciais reservas de óleo.Segundo o presidente da Petrobras América, Renato Bertane, desde o início desta semana, os trabalhos já começaram a ser executados a partir do campo de Andrômeda.O executivo explicou que, desde que a Petrobras arrematou estas áreas em leilão, as perspectivas têm se mostrado boas, apesar do verificado no passado por outras empresas que detinham a concessão."As outras operadoras que chegaram a atuar em Corpus Christi no passado condenaram na região pelas dificuldades de exploração em águas profundas", disse em entrevista informal na terça-feira, em Houston (EUA), durante uma cerimônia de comemoração da assinatura do contrato de aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras.Além destes blocos arrematados na região de Corpus Christi, a Petrobras possui ainda outros 200 espalhados pelo Golfo do México, entre os quais 53 arrematados em agosto por um bônus total de US$ 30,1 milhões.O conjunto de blocos arrematado, segundo a petroleira, contém oito prospectos com grande potencial de reservas. Três deles são em águas ultraprofundas; quatro, na parte oeste do Golfo do México; e um em águas profundas, noquadrante Garden Banks.Atualmente, a Petrobras é uma das empresas com mais atividade em águas ultraprofundas do Golfo do México, participando de três das maiores descobertas já feitas nessa região, além de integrar um campo que já está em produção. No total, a companhia produz na região menos de 10 mil barris, mas deve chegar a 100 mil em 2011, de acordo com o planejamento estratégico.Por conta da legislação americana, que proíbe a exportação de óleo e gás extraídos de território nacional, o volume total será incorporado ao mercado consumidor dos Estados Unidos.Produção de óleoO diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, afirmou na noite de terça-feira que a empresa estuda a utilização de uma plataformas desenvolvida em 2002 por pesquisadores do Centro de Excelência de Engenharia Naval e Oceânica (CEENO), do qual a Petrobras faz parte, através do CENPES, para produzir óleo na região do Golfo do México.A plataforma é um projeto pioneiro da empresa, conhecida como Mono-BR, por possuir cascos de formas simplificadas, tipo mono-coluna cilíndrica e tipo navio-caixa, que facilitam a construção e minimizam os movimentosinduzidos pelas ondas."Este tipo de unidade é indicado para a região do Golfo, que possui bastante movimentação das ondas, por ter maior estabilidade", comentou Cerveró. Segundo ele, este tipo de plataforma será inicialmente testado no campo de Piranema, em Sergipe, que entra em produção até o final do ano. A unidade para Piranema está sendo construída na Holanda.Segundo Cerveró, para uma primeira fase do campo de Chinook, também no Golfo do México, a Petrobras prepara uma outra inovação. Será adaptado um FPSO (navio-plataforma, com capacidade de produzir e armazenar óleo) para que as ligações submarinas ao campo produtivo sejam facilmente destacáveis quando houver ameaça de furacões."Em torno de três dias todos os cabos podem ser destacados e a plataforma removida para um lugar seguro enquanto o tornado, ou o furacão passam pelo local", explicou o diretor.Gás NaturalA Petrobras tem interesse de desenvolver plantas criogênicas para a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Venezuela, afirmou Cerveró. Segundo ele, o projeto relacionado ao GNL ainda é embrionário e ocorreria em parceria com a estatal. "Não há ainda qualquer relação com o projeto que vai se desenvolver no Brasil", disse, se referindo às duas plantas de regaseificação que a companhia vai instalar no país com capacidade total para 20 milhões de metros cúbicos."Para atender a esta demanda existem outras fontes de importação com condições de fornecimento mais imediato", disse. Ele ainda comentou que a estatal tem planos de entrar nesta área de produção de GNL em parceria com outras empresas que atuam no Oriente Médio. "Além do Brasil ser comprador no futuro, o GNL será o grande negócio da próxima década e não queremos estar de fora", afirmou Cerveró.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 10h38

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