Petrobrás inicia perfuração para cessão onerosa do pré-sal

Processo é um dos pilares da megacapitalização que a empresa prepara para o primeiro semestre de 2010

TATIANA FREITAS E ROBERVAL ANGELO SCHINCARIOL, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 14h31

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta terça-feira, 1, em entrevista exclusiva à Agência Estado, que está começando o processo de perfuração dos poços que ajudarão a definir a localização dos reservatórios que a União cederá onerosamente à estatal. "A perfuração está começando no pré-sal da Bacia de Santos", disse, sem revelar a localização exata dos prospectos. "Procure a ANP (Agência Nacional do Petróleo), é ela quem tem que dizer."

 

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A Petrobras foi contratada pela ANP para promover as perfurações que têm a finalidade de conceder mais informações a respeito dos reservatórios do pré-sal e, assim, definir quais áreas serão passadas à empresa no processo de cessão onerosa. O executivo não soube informar se a Petrobras já está fisicamente operando nesses poços, mas disse que o local já está definido.

A cessão onerosa é um dos pilares da megacapitalização que a empresa prepara para o primeiro semestre de 2010. A partir do volume que será cedido pela União à Petrobras, que pode chegar a 5 bilhões de barris de petróleo, e do valor que será definido para essas reservas, após contratação de empresa especializada e independente, será definido o valor que a companhia captará na Bolsa de Valores, por meio de uma oferta privada de ações.

Em razão dessas indefinições, Gabrielli não quis falar em valor da capitalização. "O valor depende dos locais da perfuração, do resultado da perfuração, da projeção de produção que virá dessa produção, dos custos que são estimados para esse investimento e da variação de receita. Então é impossível dizer qualquer número. É chute", disse o executivo.

Gabrielli estima que, a partir do início das perfurações feitas em áreas do pré-sal ainda não concedidas, serão necessários cerca de quatro a cinco meses para que a estatal recolha informações suficientes para definir quais reservas farão parte da cessão onerosa. "Vamos localizar áreas onde podem ser produzidos 5 bilhões de barris", explicou.

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